Alugar um emprego amigo

Eu só tenho 18 anos, não mereço tudo isso.

2020.10.19 05:41 ForvirretLitenGutt Eu só tenho 18 anos, não mereço tudo isso.

Oi, Reddit. Tenho pensado sobre este post há algum tempo, mas sempre apago antes de publicar. Neste momento, porém, estou desesperado e sinto que cheguei no meu limite. Sei que essa porra de texto mal feito não vai ganhar qualquer tração, mas se uma única pessoa comentar, ficarei imensamente agradecido.
Perdi meu padrasto ano passado e desde então não fui mais o mesmo. Ele melhorou minha vida de forma absurda, e graças à ele consegui boa parte daquilo que tenho e sou hoje. Tive uma infância de merda, na pobreza e sem amigos, tendo sofrido com abuso sexual e emocional antes de completar 10 anos. Quando meu padrasto chegou na minha mãe e nos trouxe para a casa dele, minha vida mudou. Pude ter um quarto só meu, pude começar a criar uma identidade e, mesmo ainda não tendo dinheiro pra nada, eu me senti seguro por muitos anos.
Ultimamente ando desesperado, no meu limite e não aguento mais viver. Minha mãe tem 58 anos e não consegue emprego por não ter habilidades únicas. Trabalhou boa parte da vida como empregada doméstica. Queria ser professora de História, chegou a fazer alguns períodos e até dar aula, mas teve que pular fora por condições financeiras. Hoje, por causa da idade, ela não consegue mais emprego. Quando consegue, são bicos temporários que mal pagam as contas.
Vou livrar vocês da sob story pois ninguém merece ler as porcarias que eu escrevo e ir direto ao ponto: eu não aguento mais viver por motivos diversos. Não me sinto seguro desde que meu padrasto morreu - durmo mal, tenho pesadelos e me corto com frequência. A casa aonde moramos pertence à mãe dele, que mora na casa de baixo. Uma pessoa maravilhosa também, mas o outro filho dela não nos deixa viver em paz. Quando nos mudamos pra cá em 2010, episódios de violência verbal vindo dele eram frequentes. Aconteciam aqui e ali até que pararam um tempo depois. Voltamos a conversar e tudo andava bem.
Ultimamente, porém, ele tem feito da nossa vida um inferno. Ele bebe muito e quando o faz, fica nos ameaçando e falando várias merdas, nos chamando de vagabundos (não parei de trabalhar um dia desde que fiz 17 anos), gritando que "quer o dinheiro do aluguel" e ameaçando entrar aqui em casa e colocar tudo na rua. Hoje cedo, estava deitado na cama e ouvi ele nos ameaçando de morte, gritando que "vai nos tirar daqui", falando que "essa casa não é pra neguinho viver de graça" e outras coisas que só de escrever aqui me dão um gelo no coração. Enquanto ele gritava isto, ouvi a mãe dele tentando intervir, dizendo que ele tinha que aprender a nos respeitar e que a casa era dela. Ela chegou até a chorar enquanto gritava de volta. Ele parou por uns minutos, até que mandou um "tô avisando que ate o final de semana quero que essa filha da puta some daqui. Que ela vai morrer ela vai - vai morrer". Minha mãe estava trabalhando no momento do ocorrido e eu gravei algumas partes. Estou com medo de mostrar pra ela e extremamente chocado com o que ouvi.
Passei o dia sem comer, chorando, me cortando e cogitando seriamente me enforcar. Olhei imóveis pra alugar por toda a cidade e estou desesperado. Moro na Zona Sul de São Paulo, ganho 2000 por mês em um Telemarketing bilingue temporário e minha mãe tem uma renda de porcaria que mal atinge metade do salário mínimo. Vendo os preços de qualquer buraco de dois quartos longe de tudo, a primeira coisa que me vem à mente é que eu vou me matar pra não ter que passar por isto.
Eu tenho sonhos, Reddit. Quero tirar minha CNH, comprar uma moto de entrada e talvez, só talvez, ter um PC razoável pra jogar de vez em quando e poder me dedicar à faculdade. Poxa vida, nem é tanta coisa assim. Nunca fui uma pessoa muito feliz e sinto que isto que está acontecendo pode ser a gota d'água pra me levar pra perto do meu padrasto. Eu não quero isso, Reddit. Eu quero comprar minha motinha, trabalhar pra caramba e chegar em casa exausto no final do dia, mas com um sorriso no rosto por poder ter juntado uma graninha pra me levar pro exterior algum dia. É pedir demais isso?
Uma última coisa pra quem leu até agora: um dos motivos pelo qual meu padrasto demorou tanto pra largar a mão no leito de morte era o medo de nós não termos aonde morar. Segundo o que me disseram (não tive coragem de visitá-lo pessoalmente), ele só perguntava disso. Perguntava como nós estávamos, pedia desculpas por não poder ajudar, perguntava repetidamente o que seria de nós nessa casa uma vez que ele morresse... Garantiram à ele que enquanto sua mãe fosse viva, teríamos um local pra viver. Dias depois ele desistiu e se foi.
Hoje, no dia 18 de Outubro, aos 18 anos, sofri uma das maiores afrontas à tudo aquilo que eu sou e construí. Hoje, me olhei no espelho e disse pra mim mesmo que possivelmente não estaria vivo pra ver meu aniversário de 19 anos, em Dezembro.
Talvez eu esteja certo. Eu quero meu padrasto.
Edit: muito obrigado gente. De verdade.
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2020.10.10 14:16 TapperTotoro Os meses em que vivi na rua, toda a fome que passei e a bicicleta que mudou tudo para melhor.

Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 3/365
Uma espécie de diário aberto: Os meses
Olá ...
Hoje não devo escrever muito, e decidi partilhar uma prosa que escrevi nos meses que sobrevieram o meu divórcio (editado: escrevi mais do que achava que escreveria).
Para colocar em perspetiva: depois de sair da casa que era minha (comprada e que ficou para a minha ex-esposa e para os meus filhos) consegui alugar uma casa por alguns meses, mas não conseguia trabalhar por causa da profunda depressão, além de não receber respostas positivas por parte das empresas para onde mandava o meu curriculum e em poucos meses todas as minhas poupanças acabaram e acabei por ter de ir morar para a rua. Morar na rua implica passar fome - já passei noutros momentos da minha vida, pois durante grande parte da minha infância, o país em que nasci e vivi até antes de me ter mudado permanentemente para Portugal, viveu em guerra civil - felizmente Portugal é um país relativamente seguro, mas nada fácil principalmente para pessoas negras (acreditem, por mais inteligente e boas referências uma pessoa negra tenha aqui em Portugal, é muito difícil arranjar algum emprego que os próprios portugueses consideram "condigno", e todos os lugares em que trabalhei cá eram fora da minha formação - Estatística, Gestão, Informática e Administração, fora os conhecimentos de informática que tenho mas que infelizmente ainda não tenho um diploma para provar que tenho, mas em breve isso mudará. (lembra-se, estou a estudar e no final do próximo ano recebo um diploma de Desenvolvedor de Software).
Felizmente por causa do meu trabalho com as artes, conheço muita gente que apesar de não me poderem ajudar com a questão da casa, arranjavam-me algo para comer durante os meses em que vivi na rua e saí da cidade em que fui viver depois do divórcio, muita gente passou-me contactos que elas tinham e eu arranjei um emprego num bar (aos finais de semana e feriados de noite-madrugada) e com esse dinheiro eu conseguia comer e poupar para comprar uma bicicleta.
Porque uma bicicleta?
Simples: eu caminhava mais de 10 quilómetros todos os dias que voltava do trabalho no Bar, às 02:00 da madrugada. Nessa mesma altura em que comecei a trabalhar no bar, ia para um lugar em que tinha uma escola antiga que era usada como estúdio de ensaio para bandas e outras atividades culturais e recreativas, e lá ficava a preparar as minhas refeições e compor músicas (além de tratar da minha higiene). Felizmente, eu não preciso de dormir bastante ou consigo passar até uma semana sem dormir (literalmente) e também aproveitava o facto de que existia uma praia fluvial por perto para ir tirar uma soneca lá nos dias em que estava muito exausto. Infelizmente o dinheiro que ganhava no bar, mesmo com as gorjetas não servia para alugar sequer um quarto (mesmo tendo eu comida de graça no bar para jantar de noite e pequeno almoço de madrugada, e poupando algum dinheiro); então a bicicleta ajudar-me-ia e ajudou bastante a tanto poupar mais algum dinheiro que gastava com o autocarro para ir trabalhar, quanto poder me deslocar para mais entrevistas e futuros trabalhos.
Passado um mês depois de começar a trabalhar no bar, recebi uma resposta de uma das fábricas em que tinha mandado o meu curriculum e que ficava há mais ou menos 10 quilómetros do edifício em que tinha a sala de ensaio; depois de ir para a entrevista de dia, na tarde do dia seguinte eles ligaram-me a dizer que eu tinha ficado com o trabalho e que começaria já no dia seguinte (nota, faltavam alguns euros para poder comprar a bicicleta nesse dia e eu tinha de arranjar uma maneira de conciliar os dois trabalhos, pois um terminava às 02 da madrugada e o outro começava às 05:30 da madrugada, mas de forma rotativa - uma semana às 05:30, e outra às 13:30, e nas sextas feiras a hora em que saia de um era muito depois da hora em que eu tinha de entrar para o outro trabalho - bar e fábrica).
Essa incógnita dos dois trabalhos que não deram para conciliar. O que fiz?
Bem, uma coisa de cada vez. Primeiro, fui trabalhar para o bar numa quinta feira que era feriado e tinha de entrar para a fábrica na sexta feira, às 05:30, e como ainda não tinha a bicicleta, saí do bar e caminhei até à fábrica, estava super empolgado e feliz por ter um trabalho a tempo integral, e como sairia às 13:30, não havia nenhum problema em não ir para a praia fluvial tirar uma soneca. Nesse dia, lembro-me que não foi difícil aprender a trabalhar com as máquinas da fábrica (tenho essa facilidade aprendizado absurda); mas passei todo o turno de trabalho a pensar em como lidar com essa incógnita e cheguei à conclusão que somente ia trabalhar no bar (e não poderia trabalhar lá porque não tinha como mudar os meus horários de trabalho em ambos os lugares) até a conseguir comprar a bicicleta e calhar a sexta feira em que o meu horário de trabalho na fábrica terminava depois do início do meu horário de trabalho no bar (num terminava às 21:30 e noutro começava às 17:00).
Segundo, trabalhei nos dois lugares durante uma semana, falei com os meus empregadores e como não deu para mudar os horários, despedi-me do bar e fiquei a trabalhar somente na fábrica, e no meio disso tudo, comprei a bicicleta e todos os dias, de segunda à sexta, numa semana acordava às 03:45 da madrugada para pedalar por uma hora até ao trabalho e depois mais uma para voltar até ao estúdio às 13:30 e noutra entrava às 13:30 e às 21:30 pedalava eu até ao estúdio de ensaios para espairecer e criar alguma coisa artística e fazer a minha higiene pessoal, além da comida para o dia seguinte ...
A fome e a rua!
A fome: em menos de 4 meses eu saí dos meus 98 quilogramas de peso, para os 66 quilogramas. Isso para mim resume tudo, mas ainda assim consegui ter energias para caminhar e lembro-me de ficar pasmo que em menos de uma semana eu tinha caminhado mais de 100 quilómetros (gravei uma foto com isso e uso-a para lembrar-me sempre do quão forte sou capaz de ser nos momentos de maior adversidade. A fome nunca é só fome, é também propulsora de ansiedade, fragilidade psicológica além da física, desmotivadora . . . mas venci a fome com toda as forças que reuni quando decidi voltar a viver e lembro-me muito bem que sempre que eu ia trabalhar para o bar, e sorria, não era um sorriso para esconder as dores no estômago ou todo o caos da minha vida nos últimos meses, mas sim um sorriso cheio de esperança e motivação, pois como já disse, pelo que parece, sou muito bom a começar do zero e a além de sobreviver, viver. A rua ofereceu-me muito mais do que eu podia imaginar, não no quesito segurança contra todos os elementos da sociedade e natureza, mas na paz que mesmo lá, no fundo do poço do conceito da sociedade materialista, encontrei e que me ajudou a ter mais forças para superar tudo ...
Enfim, sempre que me referir ao mês de junho de 2019, será para falar do mês em que recomecei realmente a minha vida depois do divórcio e de superar a depressão, a fome e o viver na rua, pois nesse mês eu consegui um trabalho a tempo inteiro, comprei uma bicicleta, conheci a minha atual namorara (uma mulher incrível que muito amo) e voltei a viver entre as quatro paredes em que me encontro hoje. Cá fica um dos textos literários que escrevi num dos meses em que morei na rua e perdia de forma assustadora a minha massa corporal:

GRÃOS, LEGUMINOSAS, TUBÉRCULOS E FUNGOS
É assim que se destrói o homem, em atenção, não! Não apenas o ser portador do mastro sexual, mas o animal de espécie humana. O fumo varre o meu olhar entre a realidade num lado, e a minha mente do outro, o vidro duplo no meio, física transparente da janela; da direita para a esquerda, embriagado pelo vento, enquanto se dissipa o tempo. Mas não! É assim que desaparece a minha vida. Enquanto como arroz, ao acordar, mas somente depois de passadas seis horas. Até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da alface, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura, depois de se terem acabado as regalias de poder escolher comer tudo exceto carne.
Conto cada moeda e frequências que me restam. A dissolução do acordo fraternal, previsível e instável, levou tudo, depois de seis anos a negar o evitável; anos que se prenderam à todas as decisões tomadas, desde o momento em que os meus pais, acidentalmente, deram vida ao humano que me tornei, até milhares de dias atrás, minutos que antecederam a rutura. Mas não! Não é assim que se destrói, põe-se fim ao marco de toda uma tentativa de encontrar a felicidade e a paz, nos braços de quem só me teve por posse, como se de um escravo se tratasse a minha existência, tal como foram enjaulados os meus antepassados mais próximos, acorrentados e separados do que lhes era posse por direito de nascença, alguns dias antes do meu nascimento.
Ao olhar para o fumo que se dissipou por completo, vejo as arvores que ao de longe são menores do que o meu medo, mas ao de perto, são tão altas quanto ou mais do que a minha alma que clamou por ajuda, à minha mãe, se é que ainda a posso chamar mãe; à minha irmã, não tão adorada desde sempre; ao meu irmão, em quem me espelho inversamente; aos agiotas, que nunca soube onde encontrar; aos ladrões que guardaram o meu dinheiro todo, durante a vida que perdi; aos traficantes, de tudo e menos alguma coisa; aos assassinos, de sonhos e modos; aos meus amigos, envenenados pela mulher que me desposou outrora; aos que ajudei um dia, a troco de nada; e ainda assim, nem mesmo por não merecer um pingo de empatia, ainda assim, ninguém me estendeu a mão, exceto?
Exceto a única pessoa que em meio tempo passou a ver quem sou, e descobri que sempre foi tudo; o que se esconde por baixo da máscara, quem se esconde por baixo do olhar e dos sorrisos, muitas vezes falso, muitas vezes desnecessário, mesmo não podendo dar mais do que o último centavo que lhe resta, permaneceu aqui, ao lado, a segurar-me pela mão e pelo olhar, numa tentativa de reanimar o homem, mas não o que carrega entre as pernas a corda reprodutiva, e sim o humano que nunca deixou, e se nega a deixar de ser uma criança, a mesma que chora sempre que se lembra de todas as vezes em que quase morreu, e que também morreu um dia, mas voltou por ter encontrado a resposta para a continuidade da vida, a criança que tem, com o passar de cada ano, menos dias para chorar, enquanto se prepara para ser o motivo do choro de, talvez, menos pessoas do que consegue contar, com quatro dos seus cinco dedos da mão esquerda.
É assim que se destrói um homem. Enquanto como arroz, antes de me deitar e desejar acordar noutra manhã, até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da erva, a não psicoativa, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura. Porque quem jurou amar-me abandonou-me quando tudo ficou extremamente difícil e necessário. E todos os que me amam, ainda, os mesmos que deduzo que não sabem o que é amar, estão longe agora que estou mais perto da transcendência. E apesar de me ter afastado propositadamente, para desperdiçar comigo mesmo alguns poucos anos da minha vida, ainda assim, me sinto indigno de pena, dissociado de tudo o que é meu, não por direito de nascença, mas por direito de divindade, de criação, de clonagem da minha acidez desoxirribonucleica, e dos meus glóbulos falciformes, alimentados pelos açucares naturais do pouco que me resta para comer, e pela gordura, e músculos do meu sempre magro corpo.
E assim se mutila e assassina o homem, fazendo-o comer-se a si mesmo, do tutano dos ossos para fora, até que inclusive os sonhos se tornem o único alimento imaginável que lhe resta para adormecido energizar a vida.
Reinicia.
Com amor;
Aladino.
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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
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2020.08.21 12:28 alugarcomprarmanter Ajudem aqui um bacalhau a perceber que rumo dar à sua vida

Olá pessoal, ajudem-me aqui a percebeabrir os olhos para que rumo devo tomar na minha vida. Já costumo andar por aqui a mandar as minhas postas de pescada, mas criei esta conta por 'confidencialidade'. Ando a recolher opiniões de amigos e familiares, mas notei que na parte dos familiares a resposta tem sido no sentido de seguir o "guiao" estipulado para a tua vida quando nasces. Resolvi pôr aqui para perceber se realmente é mesmo o caminho mais correcto e quiçá ajudar alguém que esteja como eu (podem "roubar" o meu post para porém as vossas duvidas).
Basicamente, não sei que faça relativamente a sair de casa dos pais. Mais info sobre mim:
Sinto que cheguei a uma altura da minha vida em que me fazia bem sair do ninho, ver o que é a vida (não faço a minima quanto custa um pacote de arroz, por exemplo). Mas assim sendo o que vocês fariam?
  1. Comprar casa?
    1. Não tenho nenhum credito bancario nem a minha familia logo não faço a minima como isso funciona. O dinheiro que tenho agora é sequer suficiente para ponderar esta opçao?
    2. Os bancos dariam-me sequer credito sendo eu solteiro e não um casal?
    3. Acham um erro enorme eu estar a 'hipotecar' a minha vida num credito aos 25 anos? E se algum dia arranjar alguém? Faço outro credito? Vendo esta possível casa e pago o credito (isto é possível certo)?
  2. Alugar casa?
    1. Tendo em conta o meu ordenado, seria alugar uma casa por 300/400 uma boa opção? (é o valor delas na minha zona).
    2. Estando a pagar esse valor não compensaria estar a pagar um crédito de algo que vai ser meu?
    3. É sequer boa ideia pagar 400 euros com 1000 de ordenado?
  3. Ficar em casa dos pais?
    1. Será que ando iludido e a minha vida actual não me permite sequer ponderar sair daqui? Já ajudo ca em casa a pagar as despesas, mesmo antes de trabalhar.
    2. Se aguentava morar aqui mais uns tempos, sim aguentava, mas neste momento sinto que era a altura de dar o salto. Qual é para vocês o momento em que ponderariam sair?
Esta noite dormi umas 4 horas porque não conseguia deixar de pensar nesta merda e em todos os "E se..." que podiam ocorrer.
Tudo o que disserem já me poderá fazer pensar e ver perspectivas que nem sequer me lembrei e abrir-me os olhos.
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2020.08.21 12:10 alugarcomprarmanter Ajudem aqui um bacalhau a perceber que rumo dar à sua vida

Olá pessoal, ajudem-me aqui a percebeabrir os olhos para que rumo devo tomar na minha vida. Já costumo andar por aqui a mandar as minhas postas de pescada, mas criei esta conta por 'confidencialidade'. Ando a recolher opiniões de amigos e familiares, mas notei que na parte dos familiares a resposta tem sido no sentido de seguir o "guiao" estipulado para a tua vida quando nasces. Resolvi pôr aqui para perceber se realmente é mesmo o caminho mais correcto e quiçá ajudar alguém que esteja como eu (podem "roubar" o meu post para porém as vossas duvidas).
Basicamente, não sei que faça relativamente a sair de casa dos pais. Mais info sobre mim:
Sinto que cheguei a uma altura da minha vida em que me fazia bem sair do ninho, ver o que é a vida (não faço a minima quanto custa um pacote de arroz, por exemplo). Mas assim sendo o que vocês fariam?
  1. Comprar casa?
    1. Não tenho nenhum credito bancario nem a minha familia logo não faço a minima como isso funciona. O dinheiro que tenho agora é sequer suficiente para ponderar esta opçao?
    2. Os bancos dariam-me sequer credito sendo eu solteiro e não um casal?
    3. Acham um erro enorme eu estar a 'hipotecar' a minha vida num credito aos 25 anos? E se algum dia arranjar alguém? Faço outro credito? Vendo esta possível casa e pago o credito (isto é possível certo)?
  2. Alugar casa?
    1. Tendo em conta o meu ordenado, seria alugar uma casa por 300/400 uma boa opção? (é o valor delas na minha zona).
    2. Estando a pagar esse valor não compensaria estar a pagar um crédito de algo que vai ser meu?
    3. É sequer boa ideia pagar 400 euros com 1000 de ordenado?
  3. Ficar em casa dos pais?
    1. Será que ando iludido e a minha vida actual não me permite sequer ponderar sair daqui? Já ajudo ca em casa a pagar as despesas, mesmo antes de trabalhar.
    2. Se aguentava morar aqui mais uns tempos, sim aguentava, mas neste momento sinto que era a altura de dar o salto. Qual é para vocês o momento em que ponderariam sair?
Esta noite dormi umas 4 horas porque não conseguia deixar de pensar nesta merda e em todos os "E se..." que podiam ocorrer.
Tudo o que disserem já me poderá fazer pensar e ver perspectivas que nem sequer me lembrei e abrir-me os olhos.
Vou também postar no literaciafinanceira e no financaspessoaispt se quiserem ir lá ver as opiniões do resto do pessoal.
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2020.07.28 17:53 PM_ME_HOLESOME_MEMES Julguem e ajudem esse 5-year plan para a tão sonhada liberdade financeira

Meus consagrados...há alguns dias atras eu postei a saga de um amigo que esta tentando vender um terreno elefante branco há mais de 5 anos....ele gostou bastante da comunidade e discussão e pediu para eu fazer um novo post pra ele discutindo o que fazer a partir de agora, já q de fato dificilmente vai conseguir se desfazer dessa bucha....
Eu já disse que as ideias dele são absurdas, mas ele prefere ouvir de vcs....aqui vai:
"Olá pessoal (desculpa o textão!)
Um amigo meu postou aqui no reddit uma dúvida que tenho sobre o que fazer com um terreno que comprei no fim do mundo e achei as dicas muito boas e maduras. Queria compartilhar com vocês meus planos de independência financeira e escutar um pouco a opinião de vocês.
Atualmente tenho 30 anos de idade, sendo que meus planos incluem ter uma renda passiva de até 3k quando eu tiver 35 anos, largar o emprego e arrajar um trabalho de carga horária baixa e tranquilo.
Atualmente tenho um terreno em uma cidade pouco desenvolvida nos aredores de SP que tento, à anos, vender por 126k (paguei nele uns 105k no total). Final do ano passado comprei um apartamento na planta na cidade que vivo atualmente (fica pronto no começo do ano que vem) paguei 50k e financiei 180k pela caixa, em um financiamento atrelado ao IPCA. Tenho mais 50k investido na bolsa, sendo 100% em renda variável.
Recebo hoje cerca de 8k bruto, sendo 6k limpo, aporto sempre 4k na bolsa e sobrevivo miseravelmente com os 2k que sobram. Nestes 2k estão incluídos aluguel, combustível, academia e todos os outros gastos.
Penso em ter um segundo apartamento dentro de 1 ano e meio, para alugar, e manter os aportes na bolsa.
Supostamente, aos 35 eu deveria ter um patrimônio próximo dos 600k (entre apartamentos, terreno e bolsa de valores). Minha pergunta é: Como distribuir melhor o meu patrimônio? Pensando em ter o retorno de 3k daqui a 5 anos? Aceito conselhos no geral também
Valeu pessoal"
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2020.01.15 21:28 BrunoFromBrazil A bolha da Uber no Brasil? Conversa de bar que me deixou intrigado.

Ontem conversando com um amigo que é motorista da Uber percebi o tamanho do impacto econômico desses apps:
Mas... e depois?
A Uber teve $20 bi de prejuízo até o momento, um número difícil de recuperar num futuro próximo - ainda mais agora com vários concorrentes muito similares.
Esse mercado só pode crescer até um certo ponto, já que existe um limite para o número de pessoas que precisam de uma carona.
Grandes centros como São Paulo concentram a maior parte dos motoristas, mas são cidades que praticamente não sustentam mais carros nas ruas.
Minha pergunta é: o que vai acontecer se/quando a Uber falir, ou esse modelo de negócio deixar de existir?
Eu sei que o plano da Uber para os EUA é transporte autônomo, mas no Brasil isso ainda está a décadas de ser realidade.
Qual seria o impacto de 600.000 brasileiros perdendo seu 'emprego' de repente, as locadoras não tendo mais demanda para alugar mensal, e as montadoras subitamente sendo forçadas a diminuir a produção?
E todo o mercado periférico que certamente cresceu muito nesses últimos anos com a Uber? (Seguradoras, mecânica de autos, pneus, etc)
Sei que esse é um forum de investimentos, mas adoraria ouvir as opiniões dos amigos porque tem muita gente inteligente aqui!
-- PS -- Caso alguém ainda não saiba, o IPO da Uber foi em Maio/2019. Em Dez/2019 o fundador da Uber deixou a empresa e vendeu 92% das suas ações.
Esquece que é a Uber e leia só essa frase:
Após perder $20bi em 10 anos, empresa faz IPO e fundador vende todos os seus shares em 6 meses.
Isso soa bem?
Ele não quer estar por perto quando a bomba explodir.
https://www.forbes.com/sites/bizcarson/2019/12/18/uber-travis-kalanick-sells-most-of-his-shares/
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2019.12.20 00:22 cedreamge Melhor maneira de alugar apartamento?

Oi oi, amigos.
Estou para começar a oficialmente procurar apartamentos para alugar com meu namorado. Tenha em mente que somos novos e nunca tivemos que alugar nada por nós mesmos. Ele está na faculdade e eu vou começar meu primeiro emprego como professora ano que vem. Já fizemos uma pesquisa básica em sites como Quinto Andar, OLX e ZapImóveis e o pai dele chegou a ver apartamento no Mercado Livee que eu nem sabia que era possível.
Alguém teria alguma dica para alugar apartamento? Seja um site mais seguro, seja dica de negociação/comunicação com o dono do imóvel. Qualquer coisinha ajuda!
Obrigada e abraços, de uma mina perdidinha.
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2019.12.14 18:16 JairBolsogato Dados são o novo Petróleo: num futuro próximo, seu histórico online vai destruir sua liberdade (não só para Chineses)

Todos os dias você voluntariamente fornece centenas de items de dados para empresas gigantes de bilhões de dólares.

No pior cenário possível, como todos esses dados poderiam ser usados ​​contra você se alguma empresa ou talvez o governo tivesse motivação para fazê-lo? A resposta pode ser aterradora.
Vamos dar uma olhada onde já estão usando os dados das pessoas para testar os limites dos direitos humanos: China.
A China é dirigida por um partido comunista e eles começaram a mostrar ao mundo o quão distópico um país pode se tornar na era digital. Você já deve ter ouvido falar sobre o sistema de crédito social atualmente sendo testado em toda a China. Essa idéia existe desde 2001 e espera-se que esteja totalmente operacional em toda a China continental até 2020, afetando e controlando 1,4 bilhão de pessoas.
Caso você não tenha ouvido falar disso, aqui está uma rápida descrição: cada cidadão recebe uma pontuação de crédito social que é semelhante à pontuação de crédito financeiro que temos no Ocidente que aria de 350 a 950. O cidadão pode aumentar sua pontuação de crédito social realizando boas ações, como denunciando crimes, doando sangue e executando feitos heróicos (e o que eles consideram heróico?).
Mas a pontuação cairá se o cidadão passar a cometer crimes, atravessar o cruzamento com sinal vermelho, falar alto em público ou jogar pontas de cigarro ou fruta no chão. Mas isso fica ainda mais assustador ao vermos que o objetivo é que todo o sistema seja automatizado e a China está trabalhando com empresas privadas para desenvolver ativamente sistemas de Inteligência Artificial que monitoram cidadãos 24 horas por dia online e offline.
A China atualmente possui a maior rede de câmeras do mundo, com mais de 200 milhões de câmeras atualmente instaladas em todo o país e o governo diz que pretende aumentar para 600 milhões até 2020. Mas esse sistema de câmeras da China tem uma diferença perturbadora, pois é alimentado por inteligência artificial. O sistema na China pode reconhecer rostos em uma fração de segundo e combiná-lo com um enorme banco de dados de mais de um bilhão de pessoas.
Ele pode até reconhecer o que as pessoas estão fazendo em tempo real, se estão atravessando a rua ilegalmente, se eles estão discutindo com alguém que a câmera reconhece e, se detectar tal atividade, pode deduzir automaticamente alguns pontos da pontuação de crédito social dos indivíduos. As câmeras são capazes de reconhecer os números das placas e podem fazer exatamente o mesmo por mau comportamento ao dirigir.
O sistema de crédito também abrange processadores de pagamento chineses, como o Ali Pay, que ajudaram o governo a desenvolver algoritmos que podem ajustar automaticamente a pontuação de crédito social de um indivíduo com base no seu padrão de consumo, por exemplo, se alguém compra regularmente cerveja e pode indicar que é alcoólatra. Assim, os pontos também serão deduzidos pela compra de muitos videogames e cerveja se forem uma grande parte do gasto mensal (isso me deixaria completamente ferrado!)
Se uma mulher comprar fraldas, de acordo com o governo, isso indica personalidade responsável e, assim, sua pontuação de crédito social receberá um impulso automático. Se um indivíduo se casa com alguém com uma pontuação de crédito social mais baixa do que ele, a pontuação mais alta é puxada para baixo.
Como você pode imaginar, esse sistema aterrorizante atua no mundo on-line. O governo chinês monitora as postagens de mídia social e a atividade de navegação na web de todos os seus cidadãos. Se eles postarem algo negativo sobre a China ou o Partido Comunista, sua pontuação será reduzida da mesma forma que qualquer atividade on-line que a China julgue negativa, como enviar posts com raiva ou simplesmente visitar os vários sites, isso colocará marcas negras nos registros com baixa pontuação.
As pessoas com classificações de crédito social baixas são expostas e envergonhadas em grandes outdoors digitais públicos em shopping centers, nas estações de trem. Eles mostram os nomes dos rostos dos residentes locais com as pontuações mais baixas. Existe até um aplicativo móvel que mostra os nomes e os locais de qualquer pessoa com uma pontuação baixa. Na sua vizinhança em tempo real, os chamados cidadãos-modelo serão venerados em outdoors nas praças da cidade.
Se a pontuação de crédito social cai abaixo de um certo limite, o cidadão é automaticamente colocado em uma lista negra. Esses indivíduos são proibidos de comprar bilhetes de trem ou avião. Eles não podem solicitar um empréstimo ou alugar um apartamento. Talvez nem consigam mais serviço de telefone e mídias sociais pois as contas são fechadas.

Eles são efetivamente forçados para fora da sociedade e se tornam prisioneiros dentro de sua própria casa, geralmente sem cometer nenhum crime.

Outra parte assustadora do sistema de crédito social da China não é o sistema em si, mas como o povo da China parece aceitar isso abertamente. Sempre que jornalistas ocidentais entrevistaram cidadãos chineses tudo o que eles faziam era elogiar o quanto isso melhorou suas vidas e a comunidade. Chineses que escaparam do sistema contam uma história completamente diferente e ainda mais distópica. Falar negativamente sobre o sistema é motivo para represálias.
Todo esse sistema naturalmente parece mais totalitário para qualquer ocidental, porque somos criados com liberdades genuínas e uma mentalidade individualista, enquanto a China tem uma história do estado governando com punho de ferro e o povo é criado com uma mentalidade coletivista onde o estado é priorizado sobre qualquer indivíduo.
Não se sabe se um sistema de crédito social seria ou não implementado no Ocidente por causa dos direitos humanos básicos. Todos esperamos que não seja, mas...

...a quantidade de dados que você entrega voluntariamente para as empresas do Vale do Silício todos os dias significa que eles têm um retrato digital de quem você é prontinho para ativar um sistema de crédito social.

Amanhã, se eles ou o governo desejarem, o Google conhece seus movimentos, o que você procura e que tipo de vídeo você gosta de assistir. O Facebook sabe quem são seu amigos e familiares, os sites que você visita, seus gostos e o que você detesta, suas esperanças e temores. Google, Apple e Facebook conhecem seus hábitos exatos de consumo, dependendo de você ter vinculado seu cartão a qualquer um dos serviços deles e isso é apenas a superfície do problema.
Algoritmos complexos de IA podem ser usados por essas empresas para extrair dados sobre você que nem mesmo você sabe sobre si mesmo. Eles podem prever quando as mulheres estão grávidas com base nas compras recentes, às vezes antes que a mãe saiba. Podem prever onde você está indo de férias antes mesmo de pensar em fazer uma reserva.
A China difere ideologicamente do Ocidente por usar todos esses dados pessoais para dar ao Estado maior controle sobre o povo, mas os EUA e a maior parte da Europa usam esses mesmos dados para vender produtos para pessoas, o que eu acho que é um pouco melhor do que colocar pessoas na maior prisão a céu aberto do mundo.
Você deve ter notado como os chamados anúncios personalizados seguem você pela web. Se você assistir a um vídeo no YouTube sobre o smartphone mais recente, será bombardeado com anúncios desse telefone durante a próxima semana. Os anúncios podem ter anunciantes assustadoramente específicos - se quiserem podem optar por segmentar os anúncios para donas de gatos com excesso de peso que moram em uma determinada rua e de idades entre 50 e 54 anos e têm uma preferência secreta pelos MCs Jhowzinho & Kadinho.
Acredite ou não, essa é apenas a ponta do iceberg nas próximas décadas. A publicidade se tornará mais direcionada a você e mais integrada ao longo de sua vida cotidiana, chegando ao ponto em que não dá pra saber o que é e o que não é um anúncio no caminho do seu trabalho. Se você comeu cereal da marca X de manhã, o anúncio saberá disso e, amanhã, vai sugerir você experimentar o cereal da marca Y.
Além disso, seu SmartWatch continuará coletando pistas biométricas para saber como você se sentiu e onde quer que você tenha respondido positiva ou negativamente. Essas informações serão automaticamente transmitidas para que eles saibam se devem ou não mostrar um anúncio ou anúncios semelhantes novamente no futuro. Não importará o que você deseja, mas serão baseados em suas emoções e em como você se sente dia após dia, minuto a minuto.
A tecnologia inteligente e vestível provavelmente será capaz de dizer quando você está tendo um bom dia e quando você você está se sentindo um pouco desanimado e seu humor afetará a publicidade que você recebe em tempo real. Se você estiver otimista e extrovertido, poderá receber anúncios de espetáculos teatrais locais, mas se não estiver com disposição para sair naquela noite, provavelmente receberá anúncios de um novo filme que você pode alugar na sua Smart TV, talvez ao lado de outro anúncio de pizza.
Mas e se seus dados forem usados ​​para mais do que anúncios?

A primeira maneira que seus dados poderiam ser - e já estão sendo - usados ​​contra você é no sistema judicial.

Os depoimentos de testemunhas oculares estão repletos de questões que comprovadamente não são confiáveis ​​por vários motivos, mas o que é extremamente confiável é que a polícia de dados digitais está cada vez mais usando dados coletados de telefones de pessoas e vários dispositivos inteligentes para coletar evidências.
Em um caso judicial recentemente uma mulher na Pensilvânia acusou um homem de estuprá-la durante o sono, mas quando a polícia examinou os registros de dados de sua pulseira Fitbit, revelou que ela estava acordada e passeava no momento em que relatou que o estupro aconteceu. Em vez de o homem ser acusado a mulher foi acusada de falsas denúncias e adulteração de provas. Se não fosse por seu Fitbit, ela poderia ter se safado.
No Ocidente, os bancos e várias empresas financeiras já usam um sistema de pontuação de crédito para decidir se empresta ou não dinheiro a um indivíduo, mas é bastante unidimensional. Ele verifica seu histórico de endereços, seu histórico de votação e o quão bom você tem sido em pagar empréstimos no passado.
Mas há uma nova agência de referência de crédito aos credores, uma empresa sediada em Cingapura que atualmente opera apenas em economias emergentes como o México, Filipinas e Colômbia. Se for um modelo mais lucrativo que o das indústrias tradicionais de pontuação de crédito, será difícil impedir que ele entre nos demais mercados.
Em vez de analisar seus empréstimos, ele analisa seu círculo social, olha de quem você é amigo, o que eles fazem, vê seus hobbies e comportamentos. A idéia é que, se você se cerca de pessoas de "mau viver" (de má reputação, envolvidos em crimes, etc), é menos provável que você seja financeiramente responsável e pague seu empréstimo e assim receberá uma pontuação de crédito baixa.
Mas se o seu círculo de amizades consistir de médicos e advogados que se reúnem no fim de semana, você receberá as melhores notas e a maior pontuação de crédito. Esse tipo de Big Data social continua a entrar no mundo da tecnologia financeira.
Ficará cada vez mais difícil diferenciar do que a China está fazendo agora e aqueles que sofrerão mais serão os jovens de hoje, a próxima geração.
Todos que passaram a maior parte de sua infância no milênio anterior (antes de 2000) só começaram a usar as mídias sociais depois de atingirem a idade adulta. Portanto, a maioria dos dados que eles inseriram na nuvem ameaçadora foi depois da adolescência e esse é o grande problema.
A grande maioria dos dados nunca desaparece. É possível ver os seus tweets e posts no Facebook e e-mails de há mais de 10 anos. Mesmo que você exclua suas contas, elas geralmente permanecem em um servidor em algum lugar do mundo sempre à espreita de sua vida.

A idade em que você começou a publicar on-line importa na questão dos seus dados serem usados ​​contra você por um simples motivo: todos somos bastante idiotas quando adolescentes.

Quando você tem 15 anos e acha que sabe tudo, cada publicação de mídia social sua, aos seus olhos é uma obra-prima para as massas. Então você chega aos 20 anos, olha para trás em todas essas postagens e se encolhe dolorosamente ao ver seu antigo eu.
Agora as mídias sociais e a Internet se tornaram uma parte tão intrínseca da sociedade que é quase impossível que uma criança cresça sem estar um pouco imersa nelas. Hoje, os jovens vivem toda a infância on-line, todas as conversas e atos desde a infância, idade adulta e além estão conectados à esfera dos dados por toda a eternidade, ao contrário da prévia geração.

Os jovens de hoje vão crescer com uma enciclopédia de material embaraçoso e condenador, que eles ou qualquer outra pessoa pode olhar para trás com uma simples pesquisa na Internet.

Isso já está sendo usado agora. Algumas empresas de seguros de saúde estão vasculhando a mídia social das pessoas para verificar se alguma vez postaram sobre ou aludiram a problemas de saúde mental. Mesmo que tenham feito um tweet negativo 10 anos atrás sobre seu estado mental, poderão ter recusada cobertura d​​o seguro de saúde ou serão cobradas uma taxa extra pesada.
Já há pesquisas revelando que pelo menos 70% dos empregadores usam as mídias sociais para selecionar candidatos a emprego. Você poderia recusar um emprego simplesmente porque você fez um post que poderia ter sido considerado racista quando você tinha 14 anos, mesmo que aquela pessoa fosse uma mera sombra da pessoa que você é hoje adulto.
A parte mais assustadora é que esse processo de triagem se tornou completamente automatizado usando a IA. Algumas startups desenvolveram esses algoritmos e já têm serviços on-line que os empregadores podem usar para fazer uma verificação abrangente dos antecedentes sociais de qualquer pessoa simplesmente digitando seu nome. O relatório ainda inclui uma pontuação de confiança gerada por computador.
Isso não apenas lembra da pontuação de crédito social da China, mas é só uma amostra do que é possível usando seus dados e ficará mais intenso e mais controlado à medida que os algoritmos melhorarem e os tesouros de dados se aprofundarem nos próximos anos.
Dados são o novo petróleo. Mais legislação pode ser necessária para transferir a propriedade dos dados das corporações para os indivíduos que os fornecem, mas até isso acontecer (se é que vai acontecer), cabe a você e a si próprio proteger seus próprios dados e decidir se é realmente importante postar fotos das suas refeições mais recentes.

Daqui a cinco anos você poderá estar lutando para limpar seu registro online.

submitted by JairBolsogato to brasil [link] [comments]


2019.12.14 18:13 JairBolsogato Dados são o novo Petróleo: num futuro próximo, seu histórico online vai destruir sua liberdade (não só para Chineses)

Todos os dias você voluntariamente fornece centenas de items de dados para empresas gigantes de bilhões de dólares.

No pior cenário possível, como todos esses dados poderiam ser usados ​​contra você se alguma empresa ou talvez o governo tivesse motivação para fazê-lo? A resposta pode ser aterradora.
Vamos dar uma olhada onde já estão usando os dados das pessoas para testar os limites dos direitos humanos: China.
A China é dirigida por um partido comunista e eles começaram a mostrar ao mundo o quão distópico um país pode se tornar na era digital. Você já deve ter ouvido falar sobre o sistema de crédito social atualmente sendo testado em toda a China. Essa idéia existe desde 2001 e espera-se que esteja totalmente operacional em toda a China continental até 2020, afetando e controlando 1,4 bilhão de pessoas.
Caso você não tenha ouvido falar disso, aqui está uma rápida descrição: cada cidadão recebe uma pontuação de crédito social que é semelhante à pontuação de crédito financeiro que temos no Ocidente que aria de 350 a 950. O cidadão pode aumentar sua pontuação de crédito social realizando boas ações, como denunciando crimes, doando sangue e executando feitos heróicos (e o que eles consideram heróico?).
Mas a pontuação cairá se o cidadão passar a cometer crimes, atravessar o cruzamento com sinal vermelho, falar alto em público ou jogar pontas de cigarro ou fruta no chão. Mas isso fica ainda mais assustador ao vermos que o objetivo é que todo o sistema seja automatizado e a China está trabalhando com empresas privadas para desenvolver ativamente sistemas de Inteligência Artificial que monitoram cidadãos 24 horas por dia online e offline.
A China atualmente possui a maior rede de câmeras do mundo, com mais de 200 milhões de câmeras atualmente instaladas em todo o país e o governo diz que pretende aumentar para 600 milhões até 2020. Mas esse sistema de câmeras da China tem uma diferença perturbadora, pois é alimentado por inteligência artificial. O sistema na China pode reconhecer rostos em uma fração de segundo e combiná-lo com um enorme banco de dados de mais de um bilhão de pessoas.
Ele pode até reconhecer o que as pessoas estão fazendo em tempo real, se estão atravessando a rua ilegalmente, se eles estão discutindo com alguém que a câmera reconhece e, se detectar tal atividade, pode deduzir automaticamente alguns pontos da pontuação de crédito social dos indivíduos. As câmeras são capazes de reconhecer os números das placas e podem fazer exatamente o mesmo por mau comportamento ao dirigir.
O sistema de crédito também abrange processadores de pagamento chineses, como o Ali Pay, que ajudaram o governo a desenvolver algoritmos que podem ajustar automaticamente a pontuação de crédito social de um indivíduo com base no seu padrão de consumo, por exemplo, se alguém compra regularmente cerveja e pode indicar que é alcoólatra. Assim, os pontos também serão deduzidos pela compra de muitos videogames e cerveja se forem uma grande parte do gasto mensal (isso me deixaria completamente ferrado!)
Se uma mulher comprar fraldas, de acordo com o governo, isso indica personalidade responsável e, assim, sua pontuação de crédito social receberá um impulso automático. Se um indivíduo se casa com alguém com uma pontuação de crédito social mais baixa do que ele, a pontuação mais alta é puxada para baixo.
Como você pode imaginar, esse sistema aterrorizante atua no mundo on-line. O governo chinês monitora as postagens de mídia social e a atividade de navegação na web de todos os seus cidadãos. Se eles postarem algo negativo sobre a China ou o Partido Comunista, sua pontuação será reduzida da mesma forma que qualquer atividade on-line que a China julgue negativa, como enviar posts com raiva ou simplesmente visitar os vários sites, isso colocará marcas negras nos registros com baixa pontuação.
As pessoas com classificações de crédito social baixas são expostas e envergonhadas em grandes outdoors digitais públicos em shopping centers, nas estações de trem. Eles mostram os nomes dos rostos dos residentes locais com as pontuações mais baixas. Existe até um aplicativo móvel que mostra os nomes e os locais de qualquer pessoa com uma pontuação baixa. Na sua vizinhança em tempo real, os chamados cidadãos-modelo serão venerados em outdoors nas praças da cidade.
Se a pontuação de crédito social cai abaixo de um certo limite, o cidadão é automaticamente colocado em uma lista negra. Esses indivíduos são proibidos de comprar bilhetes de trem ou avião. Eles não podem solicitar um empréstimo ou alugar um apartamento. Talvez nem consigam mais serviço de telefone e mídias sociais pois as contas são fechadas.

Eles são efetivamente forçados para fora da sociedade e se tornam prisioneiros dentro de sua própria casa, geralmente sem cometer nenhum crime.

Outra parte assustadora do sistema de crédito social da China não é o sistema em si, mas como o povo da China parece aceitar isso abertamente. Sempre que jornalistas ocidentais entrevistaram cidadãos chineses tudo o que eles faziam era elogiar o quanto isso melhorou suas vidas e a comunidade. Chineses que escaparam do sistema contam uma história completamente diferente e ainda mais distópica. Falar negativamente sobre o sistema é motivo para represálias.
Todo esse sistema naturalmente parece mais totalitário para qualquer ocidental, porque somos criados com liberdades genuínas e uma mentalidade individualista, enquanto a China tem uma história do estado governando com punho de ferro e o povo é criado com uma mentalidade coletivista onde o estado é priorizado sobre qualquer indivíduo.
Não se sabe se um sistema de crédito social seria ou não implementado no Ocidente por causa dos direitos humanos básicos. Todos esperamos que não seja, mas...

...a quantidade de dados que você entrega voluntariamente para as empresas do Vale do Silício todos os dias significa que eles têm um retrato digital de quem você é prontinho para ativar um sistema de crédito social.

Amanhã, se eles ou o governo desejarem, o Google conhece seus movimentos, o que você procura e que tipo de vídeo você gosta de assistir. O Facebook sabe quem são seu amigos e familiares, os sites que você visita, seus gostos e o que você detesta, suas esperanças e temores. Google, Apple e Facebook conhecem seus hábitos exatos de consumo, dependendo de você ter vinculado seu cartão a qualquer um dos serviços deles e isso é apenas a superfície do problema.
Algoritmos complexos de IA podem ser usados por essas empresas para extrair dados sobre você que nem mesmo você sabe sobre si mesmo. Eles podem prever quando as mulheres estão grávidas com base nas compras recentes, às vezes antes que a mãe saiba. Podem prever onde você está indo de férias antes mesmo de pensar em fazer uma reserva.
A China difere ideologicamente do Ocidente por usar todos esses dados pessoais para dar ao Estado maior controle sobre o povo, mas os EUA e a maior parte da Europa usam esses mesmos dados para vender produtos para pessoas, o que eu acho que é um pouco melhor do que colocar pessoas na maior prisão a céu aberto do mundo.
Você deve ter notado como os chamados anúncios personalizados seguem você pela web. Se você assistir a um vídeo no YouTube sobre o smartphone mais recente, será bombardeado com anúncios desse telefone durante a próxima semana. Os anúncios podem ter anunciantes assustadoramente específicos - se quiserem podem optar por segmentar os anúncios para donas de gatos com excesso de peso que moram em uma determinada rua e de idades entre 50 e 54 anos e têm uma preferência secreta pelos MCs Jhowzinho & Kadinho.
Acredite ou não, essa é apenas a ponta do iceberg nas próximas décadas. A publicidade se tornará mais direcionada a você e mais integrada ao longo de sua vida cotidiana, chegando ao ponto em que não dá pra saber o que é e o que não é um anúncio no caminho do seu trabalho. Se você comeu cereal da marca X de manhã, o anúncio saberá disso e, amanhã, vai sugerir você experimentar o cereal da marca Y.
Além disso, seu SmartWatch continuará coletando pistas biométricas para saber como você se sentiu e onde quer que você tenha respondido positiva ou negativamente. Essas informações serão automaticamente transmitidas para que eles saibam se devem ou não mostrar um anúncio ou anúncios semelhantes novamente no futuro. Não importará o que você deseja, mas serão baseados em suas emoções e em como você se sente dia após dia, minuto a minuto.
A tecnologia inteligente e vestível provavelmente será capaz de dizer quando você está tendo um bom dia e quando você você está se sentindo um pouco desanimado e seu humor afetará a publicidade que você recebe em tempo real. Se você estiver otimista e extrovertido, poderá receber anúncios de espetáculos teatrais locais, mas se não estiver com disposição para sair naquela noite, provavelmente receberá anúncios de um novo filme que você pode alugar na sua Smart TV, talvez ao lado de outro anúncio de pizza.
Mas e se seus dados forem usados ​​para mais do que anúncios?

A primeira maneira que seus dados poderiam ser - e já estão sendo - usados ​​contra você é no sistema judicial.

Os depoimentos de testemunhas oculares estão repletos de questões que comprovadamente não são confiáveis ​​por vários motivos, mas o que é extremamente confiável é que a polícia de dados digitais está cada vez mais usando dados coletados de telefones de pessoas e vários dispositivos inteligentes para coletar evidências.
Em um caso judicial recentemente uma mulher na Pensilvânia acusou um homem de estuprá-la durante o sono, mas quando a polícia examinou os registros de dados de sua pulseira Fitbit, revelou que ela estava acordada e passeava no momento em que relatou que o estupro aconteceu. Em vez de o homem ser acusado a mulher foi acusada de falsas denúncias e adulteração de provas. Se não fosse por seu Fitbit, ela poderia ter se safado.
No Ocidente, os bancos e várias empresas financeiras já usam um sistema de pontuação de crédito para decidir se empresta ou não dinheiro a um indivíduo, mas é bastante unidimensional. Ele verifica seu histórico de endereços, seu histórico de votação e o quão bom você tem sido em pagar empréstimos no passado.
Mas há uma nova agência de referência de crédito aos credores, uma empresa sediada em Cingapura que atualmente opera apenas em economias emergentes como o México, Filipinas e Colômbia. Se for um modelo mais lucrativo que o das indústrias tradicionais de pontuação de crédito, será difícil impedir que ele entre nos demais mercados.
Em vez de analisar seus empréstimos, ele analisa seu círculo social, olha de quem você é amigo, o que eles fazem, vê seus hobbies e comportamentos. A idéia é que, se você se cerca de pessoas de "mau viver" (de má reputação, envolvidos em crimes, etc), é menos provável que você seja financeiramente responsável e pague seu empréstimo e assim receberá uma pontuação de crédito baixa.
Mas se o seu círculo de amizades consistir de médicos e advogados que se reúnem no fim de semana, você receberá as melhores notas e a maior pontuação de crédito. Esse tipo de Big Data social continua a entrar no mundo da tecnologia financeira.
Ficará cada vez mais difícil diferenciar do que a China está fazendo agora e aqueles que sofrerão mais serão os jovens de hoje, a próxima geração.
Todos que passaram a maior parte de sua infância no milênio anterior (antes de 2000) só começaram a usar as mídias sociais depois de atingirem a idade adulta. Portanto, a maioria dos dados que eles inseriram na nuvem ameaçadora foi depois da adolescência e esse é o grande problema.
A grande maioria dos dados nunca desaparece. É possível ver os seus tweets e posts no Facebook e e-mails de há mais de 10 anos. Mesmo que você exclua suas contas, elas geralmente permanecem em um servidor em algum lugar do mundo sempre à espreita de sua vida.

A idade em que você começou a publicar on-line importa na questão dos seus dados serem usados ​​contra você por um simples motivo: todos somos bastante idiotas quando adolescentes.

Quando você tem 15 anos e acha que sabe tudo, cada publicação de mídia social sua, aos seus olhos é uma obra-prima para as massas. Então você chega aos 20 anos, olha para trás em todas essas postagens e se encolhe dolorosamente ao ver seu antigo eu.
Agora as mídias sociais e a Internet se tornaram uma parte tão intrínseca da sociedade que é quase impossível que uma criança cresça sem estar um pouco imersa nelas. Hoje, os jovens vivem toda a infância on-line, todas as conversas e atos desde a infância, idade adulta e além estão conectados à esfera dos dados por toda a eternidade, ao contrário da prévia geração.

Os jovens de hoje vão crescer com uma enciclopédia de material embaraçoso e condenador, que eles ou qualquer outra pessoa pode olhar para trás com uma simples pesquisa na Internet.

Isso já está sendo usado agora. Algumas empresas de seguros de saúde estão vasculhando a mídia social das pessoas para verificar se alguma vez postaram sobre ou aludiram a problemas de saúde mental. Mesmo que tenham feito um tweet negativo 10 anos atrás sobre seu estado mental, poderão ter recusada cobertura d​​o seguro de saúde ou serão cobradas uma taxa extra pesada.
Já há pesquisas revelando que pelo menos 70% dos empregadores usam as mídias sociais para selecionar candidatos a emprego. Você poderia recusar um emprego simplesmente porque você fez um post que poderia ter sido considerado racista quando você tinha 14 anos, mesmo que aquela pessoa fosse uma mera sombra da pessoa que você é hoje adulto.
A parte mais assustadora é que esse processo de triagem se tornou completamente automatizado usando a IA. Algumas startups desenvolveram esses algoritmos e já têm serviços on-line que os empregadores podem usar para fazer uma verificação abrangente dos antecedentes sociais de qualquer pessoa simplesmente digitando seu nome. O relatório ainda inclui uma pontuação de confiança gerada por computador.
Isso não apenas lembra da pontuação de crédito social da China, mas é só uma amostra do que é possível usando seus dados e ficará mais intenso e mais controlado à medida que os algoritmos melhorarem e os tesouros de dados se aprofundarem nos próximos anos.
Dados são o novo petróleo. Mais legislação pode ser necessária para transferir a propriedade dos dados das corporações para os indivíduos que os fornecem, mas até isso acontecer (se é que vai acontecer), cabe a você e a si próprio proteger seus próprios dados e decidir se é realmente importante postar fotos das suas refeições mais recentes.

Daqui a cinco anos você poderá estar lutando para limpar seu registro online.

submitted by JairBolsogato to brasilivre [link] [comments]


2019.08.15 08:25 Lucasmoore2016 Preconceito contra nordestino?

Esses dias tenho andado em fóruns e até conversando com amigos paulistas, notei que ainda existe uma estereótipo preconceituoso com as pessoas do nordeste no Sul e Sudeste do brasil.
Pesquisando mais e conversando com conhecidos e amigos que já viveram nessas regiões vi casos de pessoas que não conseguiam alugar um lugar para morar ou até emprego por exemplo por terem um sotaque nordestino, tive uma amiga mesmo que foi embora de SC com o marido pq a família dele não aceitava ele ter se casado com uma baiana.
Me senti surpreso, pois talvez na minha ingenuidade achava que esse tipo de coisa ficava mais no campo da "zoeira" e não de forma a afetar a vida de quem está se mudando de estado.
Muito infeliz você ter receios viver em certos locais dentro do próprio país por conta do preconceito/xenofobia.
Edit : Para quem foi moramora nessas regiões vocês acham que existe essa cultura ou são coisas pontuais?
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2019.08.06 15:28 VinArrow Custo de vida (Oferta de emprego em Lisboa)

Bom dia/tarde, amigos.
Sou brasileiro, programador e recebi uma proposta de emprego em Lisboa.
Gostaria de pedir a ajuda de vocês para saber se o valor que me ofereceram de salário seria o suficiente.
Eu iria com minha esposa e nós somos simples, não precisamos de luxo algum. Queremos apenas morar confortavelmente.

A proposta foi de 1500 Euros líquidos, 2000 brutos.
Esse valor seria suficiente para alugar um apartamento de 1 quarto, fora do centro da cidade e ainda conseguir viver confortavelmente? A empresa fica próxima a estação Saldanha, se isso ajuda.
Obrigado! desculpe se quebrei alguma regra do forum.
submitted by VinArrow to lisboa [link] [comments]


2019.06.25 23:43 Kalist_222 Como vocês estão lidando com esse desemprego terrível?

Olá pessoal, boa noite. Tenho 29 anos, formado, pós graduado e simplesmente não consigo emprego. Nunca imaginei estar em tal situação, mas já faz 5 meses que não consigo N-A-D-A. As empresas estão oferecendo vagas com um salário absurdamente baixo e as filas são GIGANTESCAS para conseguir as tais vagas, coisa de mil reais por mês. Conversando com um amigo que trabalha no RH de uma grande empresa aqui de Curitiba, ele disse que nunca tinha visto uma situação tão complicada como a atual, pessoas com um currículo excelente mas que estão se candidatando à vagas de ensino médio (e olhe lá!). Realizei uma entrevista semana passada e a funcionária disse que para eles não compensa contratar alguém qualificado pois "tem-gente-igual-que-faz-por-menos".
Como vocês estão lidando com isso? Eu realmente estou desesperado, pois não vim de família abastada e muito menos tenho o famoso "Q.i.". Eu estou considerando até trabalhar de Uber, nem que para isso eu tenha que alugar um carro e virar 14 horas por dia.
Espero que vocês não passem por isso, pois realmente é um sentimento horrível e que trás à mente pensamentos de desespero.
Desculpem desabafar, mas eu não aguento mais isso, e tenho certeza que não sou o único...
Argh!
submitted by Kalist_222 to desabafos [link] [comments]


2019.05.29 13:53 Rhwam Recebi uma proposta de emprego e preciso me mudar

Amigos, recebi uma proposta de emprego em Americana/SP, e preciso me mudar para a cidade. Estive pesquisando algumas kitnets para alugar, porém tenho zero de experiência no assunto morar sozinho/alugar um ap/kitnet. Quais dicas dariam para um jovem serelepe de 20 anos que recebeu uma proposta de emprego e precisa se mudar para uma outra cidade e morar sozinho? Qual o preço de uma kitnet cara ou barata? O que eu preciso me atentar ao alugar uma parada dessas? Por favor, me ajudem!
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2019.04.20 19:31 RRS666 Mudança

Gente bonita do brasil,
Estou com uma dúvida e, enquanto conversava com a feliz proprietária, me ocorreu de perguntar aqui pra ver se algum(a) de vocês já passou por algo parecido. Vamos lá:
Moro em Campinas/SP e devo me mudar pra Maceió/AL em breve. Consegui o emprego que sempre quis, com uma remuneração bacana e a perspectiva de morar numa cidade sensacional. Enfim, tô feliz pra cacete. Mas, no meio disso, há a mudança. E aqui somos dois adultos, meu filho, um cachorro e dois gatos.
Transportar a família não é problema, mas não sei muito bem como funciona com a mobília, os livros e aquela tranqueirada toda que a gente acumula ao longo da vida. Mais alguém aqui já fez mudança em distâncias comparáveis a essa (2.400 km)? Como funcionou? Quanto morre? Alguma dica?
Conversando com os amigos daqui, discutimos possibilidades variadas: (1) subir de avião, contratar mudança e mandar o carro com caminhão cegonha; (2) vender quase tudo (guardando livros, brinquedos, etc) e comprar de novo por lá; (3) enviar a mudança por navio, com container; (4) alugar um trailerzinho pra acoplar no carro e subir no modo Carga Pesada, parando no caminho pra comer e dormir.
Ainda tenho bastante tempo pra planejar e organizar as coisas. Se tudo der certo, assumo em Agosto e levo a família em Janeiro. Mas a patroa tá animadaça, passa o dia vendo apartamento e já estamos planejando a vida por lá. É mais ou menos isso. Valeu!
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2019.03.09 21:13 an0nimo2019 Emigrar à maluca.

Pessoal,
Ando a pensar em emigrar há algum tempo, mas acabo sempre por esbarrar num problema (e que problema!): não tenho ninguém lá fora a quem possa recorrer uns tempos até me orientar. Não tenho amigos; família; conhecidos. Ninguém.
Licenciei-me há dez anos; nunca trabalhei na minha área e há muito que desisti de pensar em encontrar seja o que for na minha área de formação. Sabia perfeitamente que era difícil conseguir algo com o curso que tinha, mas não temos todos que querer ser a mesma coisa. Assumo o «erro» das minhas escolhas académicas, mas tenho o direito de querer algo melhor para a minha vida. Infelizmente, Portugal não me dá o que quero: um salário que permita viver.
Saí da faculdade no início da «crise»: 2007 / 2008. O Net Empregos (maior site de ofertas de emprego do país?), naquela altura, chegou a ter apenas duas a três ofertas de trabalho para a cidade de Lisboa. Foi ridículo. Quem procurou trabalho ou esteve desempregado naquele período, deve-se lembrar bem do horrível que aquilo foi. Havia pessoas, todos os dias, a vir do Porto para Lisboa à procura de trabalho, fosse no que fosse... Mas enfim, lá me fiz à vida. Desde então que passo o tempo a saltar de trabalho em trabalho, sempre por agências emprego temporário; sempre em trabalhos físicos: fábricas ou armazéns. Já fiz grande parte do que há para fazer na área logística e confesso: já não suporto mais trabalhar no meio. Sempre que fico desempregado tento procurar algo numa outra área: administrativa, back office, algo. Uma altura entreguei Cvs em todos hotéis de Lisboa. E nada. Nunca há uma oportunidade. A conversa é sempre a mesma e já a conhecemos todos bem. Até eu já a conheço, pois tive de levar com ela quando terminei a licenciatura e procurava trabalho: «Sem experiência é difícil». Pois, mas se ninguém dá uma oportunidade, é difícil ter experiência. E depois já começamos a levar com a da idade: «Com 35 anos já é complicado, sabe». O que me faz perguntar o que vai ser da minha vida quando tiver 45.
Fartei-me de trabalhar em todos sítios onde tive. Fartei-me de fazer horas extra em todos lados onde trabalhei: muitas não pagas; outras mal pagas; e outras pagas mais ou menos. Nunca tive férias em nenhum sítio por onde trabalhei desde 2007. Normalmente, as minhas «férias» são quando estou desempregado e, garanto-vos, não são propriamente «férias». Uma pessoa mata-se a trabalhar; esforça-se por ser um exemplo de profissional; e nunca dão valor a nada. Só sabem exigir; exigir; exigir. A certa altura uma pessoa farta-se e não está mais para aturar meia dúzia de merdas. A frustração que tenho é muita e cada vez mais. Não quero viver assim. Eu era um chavalo alegre; o animador do grupo; mas desde que saí da faculdade (deixei o mestrado a meio), tornei-me taciturno; recluso; e cada vez mais frustrado com a minha vida seja em que plano for. A minha angústia perceber que nunca vou sair desta ladainha do salário miserável que não dá para nada; o ter de ser «estúpido» quando se tem habilitações; inteligência; e capacidade para muito mais, mas não se consegue ir a lado algum. Não aguento mais isto.
Para complicar, ando há mais de quatro anos a viver em casa de familiares. Qualquer pessoa que já tenha vivido na casa de alguém algum tempo, sabe perfeitamente que os primeiros quinze dias tem piada, mas depois deixa de o ter. Passamos a ser um incómodo para os outros. Eu sinto-me mal por ter a idade que tenho e viver na casa dos outros. E os outros sentem-se mal me ter na casa deles. Uma pessoa tem de levar com algumas bocas; engolir alguns sapos; mas já não aguento mais isto. Alugar uma casa está fora de questão, pois as rendas são demasiado altas para os rendimentos que tenho. Um dia tem-se uma dor de barriga e tem de se escolher: pagar a renda da casa ou tratar da dor de barriga. Viver num quarto sempre esteve fora de questão, pois para viver num quarto, preferia emigrar. Praticamente não tenho família. E a que tenho é bastante tóxica e não quero relações com a mesma. Até a com quem vivo é. Mas sou mesmo obrigado a viver com essa, caso contrário era viver na penúria.
Sempre vivi nos subúrbios de Lisboa (10/15m da Expo), mas nunca gostei de Lisboa como cidade e de viver nos subúrbios. Quanto mais velho, menos gosto. Detesto ter de ver sempre as mesmas pessoas; algumas que conheço da minha zona; e ter de me «comparar» com elas. Ver o impacto das nossas escolhas na vida. Preciso de uma mudança de realidade. Preciso de me afastar da toxicidade da minha família e viver anónimo. Começar do zero. Só vejo duas opções: a) Migrar internamente no nosso país. Mudar de região. Sair de Lisboa e ir para outro lado qualquer do país; ou b) Emigrar. Entre uma e outra, preferia emigrar. E isso é o que me traz aqui.
Não tenho ninguém lá fora, só me resta uma solução emigrar «à maluca». Há muito tempo que penso nisso. Há uns dois anos «mergulhei» nos procedimentos de como ficar legal no UK e pensei em ir para Londres. Uma pessoa vai adiando, adiando, por ter medo; não ter ninguém; etc. e vê a vida a passar. Não posso perder mais tempo.
A minha ideia é ir (seja para onde for), e começar nos trabalhos que ninguém quer ou até mesmo fazer o que tenho feito em Portugal. Arranjar dinheiro e tentar voltar a estudar no estrangeiro (país para onde for) e tentar dar a volta à minha vida. Em termos de línguas, domino completamente o inglês: escrito e falado. O meu francês precisa de ser trabalhado, pois está há demasiados anos parado, mas se quiser, consigo dar a volta.
Como domino o inglês, a Irlanda seria o país perfeito (usa o euro e não tem grandes problemas com Brexit). O UK era uma alternativa, mas com o Brexit… Aquilo que gostava mesmo era o Canadá ou a Nova Zelândia, mas as leis de imigração são complicadas.
Há uns anos atrás havia uma agência de emprego em Lisboa que metia pessoal em fábricas na Irlanda, mas encerrou. No Net Empregos costuma aparecer anúncios a pedir para a Holanda, telefonei para o número de Lisboa e vi logo pela conversa que era esquema, pois não queriam dar grandes pormenores e queriam saber o dia e hora que eu queria ir lá; sempre incomodados com as minhas questões. Tudo a parecer combinado. Meti-me a pesquisar e dei com relatos de esquemas iguais em Espanha e N jovens ludibriados.
Pá, não sei o que dizer… Vocês têm mais experiência que eu. Peço algum feedback. Sou um português sem esperança no nosso país ou na vida em Portugal. Tenho de orientar a minha vida este ano. Der por onde der até ao final do Verão vou ter de dar o salto. Eu este ano deixo o nosso país. Emigrar não é fácil, fazê-lo em contactos; pontes; casa; pior ainda. Mas se os sírios atravessam meia Europa e conseguem, eu também vou ser capaz. Não tenho medo de trabalhar; nunca tive; claro, não quero passar miséria e viver na rua. Mas tenho de dar a volta à minha vida. Tenho algum dinheiro de parte, não muito, mas deve dar para estar num hostel ou pensão até estar legal (isto se o procedimento não durar mais de um mês ou dois).
Como está a vida na Irlanda? Como são os procedimentos para ser legal? Demora muito tempo? Neste momento, só Irlanda bate na minha cabeça, na impossibilidade de ir para algo mais distante e fora da Europa.
submitted by an0nimo2019 to PortugalLaFora [link] [comments]


2019.01.03 13:34 matt9527 Quando sair da casa dos pais?

Olá /brasil! Eu não costumo postar muito no Reddit, mais lurko do que outra coisa, mas sempre vejo postagens do pessoal pedindo dicas e conselhos sobre como sobreviver neste nosso querido Brasil varonil e o pessoal que comenta costuma ser razoável e compreensível. Peço desculpas porque vai ser um post longo, mas o que eu queria era conversar sobre essa questão de começar a morar sozinho. Um tl;dr da minha vida é que eu tenho 23 anos, tô num emprego que me faz querer ouvir Radiohead quase todo dia porque não tá mais me trazendo satisfação pessoal alguma e é um porre vir aqui e minha relação com meus pais está bem ruim, principalmente com a minha mãe (são separados e eu moro com ela e meu dog de 14 anos). Comecei um relacionamento com uma mina de uma cidade próxima da minha fazem 6 meses, ela tem uma vida complicada (filho de 3 anos included), mas a gente se dá muito bem, é companheiro um com o outro e se respeita bastante. Eu visito ela a cada 15 dias nos fds, mas passei minhas férias todas lá, convivemos cerca de dez dias junto, eu, ela e a prole. O menininho deu uns chabu, mas é o de se esperar de uma criança de 3 anos. E apesar de tudo, ele gosta bastante de mim, a gente joga Mario e vê Jaspion junto. Foi uma convivência curta, mas muito boa. O problema é que meus pais, mais a minha mãe, não curtem esse relacionamento. Principalmente pelo fato deu ter que futuramente assumir uma criança que não é minha. Meu pai é respeitoso com a minha decisão de ficar com ela, já foi na casa da menina, jantou com a gente e a criança, me incentiva a ser sempre mais responsável, etc. Já minha mãe odeia a menina, não aceita que eu leve ela em casa e nem mesmo pronuncia o nome dela lá. Já fez coisas do tipo invadir meu computador, ler conversa nossa no Whats desde o começo do relacionamento (inclusive conversas de mim desabafando e xingando ela, minha mãe, o que fodeu tudo mais ainda), vigiar o que eu faço no trabalho e até conversar com o meu chefe sobre meu rendimento (que se caiu foi principalmente por eu estar desmotivado aqui do que outra coisa). Isso com a minha mãe foi evoluindo tanto que nesses últimos meses eu já ouvi pra sair de casa mais vezes do que eu gostaria, inclusive eu passei minhas férias todas lá com a namorada por causa de uma treta que se iniciou porque eu ri de uma série que tava assistindo. Passei esses dias todos sem falar nada com a minha mãe, meio que por ordem dela quando eu saí. E ontem eu tava muito em pânico porque não sabia o que esperar quando voltasse pra casa. Sabia nem se meu cachorro (que recentemente passou por uma cirurgia pra remover um tumor) tava vivo. Eu não moro lá de parasita, ajudo com as contas, com mercado e minhas despesas, principalmente nos últimos meses, mas simplesmente não tenho tido mais uma convivência pacífica com a minha mãe, as vezes a gente fica numa boa, mas a gente não se entende mais e não se respeita mais (ela com o meu espaço pessoal principalmente, porque eu não posso nem fechar a porta do quarto sem que ela ache ruim). Isso tudo me machuca pra caralho e tem sido causa de muita ansiedade, alguns amigos meus já me disseram dessa opção de alugar um lugar e eu tenho considerado bastante isso. Não pretendo acolher minha namorada e o filho dela tão cedo pra gente morar junto, quero me estabelecer no lugar primeiro e principalmente tentar acostumar a criança nele e isso leva tempo, e com o meu salário/emprego atual sair de casa é praticamente impossível, mas tô com novas oportunidades em vista que talvez possibilitem essa mudança. Ontem eu e minha mãe tivemos uma conversa onde ela meio que tacou o foda-se e disse que não iria mais se meter com as minhas coisas, que eu poderia fazer o que bem entendesse em casa, desde que eu assuma mais responsabilidade com as contas (atualmente eu só pago a internet) e continue cuidando das minhas próprias despesas. E que se eu quisesse sair, que eu fosse em frente e que caso eu me arrependa as portas de lá estariam sempre abertas. Ela parecia triste mas fair enough. Agora se eu realmente for morar sozinho, o que vocês tem a recomendar? Ter meu espaço é algo que eu sempre quis, mas isso tá meio far ahead do tempo atual porque ainda vai demorar um teco pra sair desse emprego que tô, mas eu sou muito ansioso com o futuro e sempre penso demais nas coisas, por isso qualquer dica ou conselho que eu possa ouvir vai me ajudar muito. Obrigado meus bacanos.
submitted by matt9527 to brasil [link] [comments]


2018.06.28 17:18 Ph0nus Passo a passo de investimentos

Então você conseguiu um emprego, e agora quer começar a investir?
Primeiramente, parabéns! Pelo emprego, e pela consciência que é importante poupar para o futuro. Agora vamos ao que interessa, o que você deveria fazer?
0) Definir objetivos: antes de mais nada, é importante que você tenha consciência do que quer da sua vida financeira. Quer poupar para comprar uma casa? Quer juntar para viajar no final do ano? Quer ter uma renda extra para ficar menos dependente do trabalho? Ou, melhor ainda, quer conseguir se aposentar sem ter que depender do governo/previdência privada? A resposta para a pergunta “o que eu quero?” vai guiar seus investimentos, inclusive seu perfil de risco, necessidade de liquidez e produtos recomendados
1) Montar um Fundo de emergência: um fundo de emergência é um valor deixado em aplicações mais líquidas (poupança, ou CDB com liquidez diária), para se proteger de imprevistos – por exemplo, gastos médicos, reparos no carro, uma necessidade de viagem repentina, etc. Esse fundo também é um “colchão de liquidez”, caso você precise de dinheiro (por exemplo, caso você perca o emprego), você pode usar o dinheiro que está aqui ao invés de sacar dos seus investimentos
-Quanto dinheiro devo deixar no meu fundo de emergência? Isso depende de você, mas normalmente 3-6 meses de gastos é o recomendável. Algumas pessoas preferem pensar em termos de ganhos, eu por exemplo deixo 3 meses de salário no meu fundo de emergência.
2) Pagar suas dívidas: dever dinheiro é ruim. Dever dinheiro no Brasil, que tem juros altíssimos, é pior ainda. Se você tem dívidas de cartão de crédito ou cheque especial, pague isso o mais rápido possível, pois são juros completamente abusivos. Dívidas como empréstimos pessoais e financiamentos podem ser benéficas, dependendo da taxa de juros, mas nunca deixe atrasar – pague as parcelas em dia, e adiante parcelas se achar que vale a pena
3) Abra uma conta numa corretora: não vale a pena investir através de banco. Corretoras tem mais variedade de produto, e taxas mais atrativas. As mais recomendadas são Rico, XP e Easynvest, mas faça uma pesquisa por conta própria para ver qual te agrada mais.
4) Comece a investir em produtos simples e seguros: Enquanto você tem pouco dinheiro investido (e pouco conhecimento), vale mais a pena investir em produtos de renda fixa – esses investimentos são mais seguros porque, a não ser em um colapso total da economia, seu dinheiro inicial está protegido. Os principais são:
-Tesouro direto: Emprestar dinheiro para o Governo. Tem liquidez (você pode resgatar antes do final do prazo), e é tributado de forma regressiva – quanto mais tempo você deixar seu dinheiro lá, menos imposto paga, o ideal é deixar pelo menos dois anos. Dependendo do papel, pode pagar juros semestrais, ou só ir acumulando pra ser resgatado no final. Pode ser pré-fixado (paga um percentual fixo, não importa o que aconteça), atrelado à inflação, ou atrelado a SELIC
-CDB: Emprestar dinheiro pra banco. Normalmente paga um percentual do CDI, mas também existem alguns papéis atrelados à inflação, ou com taxa pré-fixada. Pode ou não ter liquidez, e é tributado de forma regressiva – vale a pena deixar o dinheiro lá por pelo menos dois anos.
-LCI/LCA: Emprestar dinheiro para alguém que trabalha com imóveis (LCI) ou agropecuária (LCA). Normalmente pagam um percentual do CDI, e são livres de imposto. Ótimos produtos caso você queira o dinheiro em menos de dois anos, e podem ser bons também para prazos maiores.
5) Estude: procure sites, livros, amigos, etc., que possam te ajudar a entender mais de investimentos, para que você se sinta confiante em avançar para o passo 6. NUNCA INVISTA NO QUE VOCÊ NÃO ENTENDE, é uma garantia de se perder dinheiro.
6) Renda variável: fundos, ETFs, câmbio, ações, opções... são investimentos mais arriscados, onde é possível perder parte do dinheiro inicial investido (e em alguns casos, como opções, você pode até sair devendo mais dinheiro do que colocou). Sempre que for colocar dinheiro aqui, pense bem sobre seus objetivos, e sobre sua tolerância ao risco – é fácil olhar só para a promessa de retornos maiores, sem pensar que você pode perder muito dinheiro aqui.
7) Outros investimentos: investir em imóveis (para revender ou para alugar), franquias, start-ups, cryptocurrency... investimentos fora dos que são negociados em bolsa podem ser muito atrativos, mas aqui vale ainda mais o passo 5: ESTUDE antes de sair investindo, e tenha certeza de só colocar aqui dinheiro que você pode perder sem se comprometer
8) Aproveite: Tudo deu certo e você agora tem vários investimentos, te proporcionando uma renda passiva que complementa (ou até supera) seu salário? Meus parabéns, você conseguiu o sonho de muita gente de virar independente financeiramente. Continue gerenciando seus investimentos para manter (ou aumentar) seu retorno, e vá aproveitar a vida sem se preocupar em perder o emprego ou ter uma emergência, sabendo que você construiu pra si mesmo uma sólida rede de segurança financeira.
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2018.04.29 20:35 JacenSolo9 Conselhos em encontrar um lugar para morar em Portugal para um canadense

Esta é uma tradução, peço desculpas se estas são incoerentes. Estou me mudando para Portugal do Canadá em meados de junho e tenho um passaporte recentemente obtido no Reino Unido. Eu trarei meu cachorro de 10 libras comigo, pois ele é o companheiro de viagem perfeito, sendo tão quieto, calmo, quieto e o cão mais fofo que você já viu. Saí do meu trabalho como programador de computadores porque não quero mais fazer isso para o trabalho e tenho dinheiro economizado, por isso não preciso trabalhar por um tempo, desde que eu gaste meu dinheiro com sabedoria. Quando chego a Portugal, quero encontrar um emprego, provavelmente um trabalho manual, mas não de imediato. Eu quero viver pacificamente por um mês ou dois e viver uma vida simples indo passear com meu cachorro, conhecer os locais, aprender a língua, escrever, pintar, exercitar e aprender a tocar violão. Quero estar perto da praia em um lugar que não seja densamente povoado ou cheio de turistas, quero estar perto da natureza e quero conhecer as pessoas de onde quer que eu esteja morando. Conversei com um amigo de Portugal nos Açores e ele me disse que os Açores são exatamente o que eu estou procurando. Ainda não decidi mudar para os Açores, continuo a olhar para outros locais em Portugal. Minha principal preocupação é encontrar um lugar para alugar mensalmente. Eu li conselhos dizendo que é melhor encontrar um lugar para alugar quando você chegar lá, já que as opções on-line são principalmente para turistas. Quando pesquiso online lugares para alugar nos Açores, os resultados que obtenho são muito caros e muito acima do preço que estou à procura, que é entre 385 e 450 euros por mês. Como o salário mínimo em Portugal é de 650 euros por mês, creio que deveria encontrar algo dentro da minha faixa de preço ou até mais barato.
Eu tenho um número de perguntas, e uma resposta para qualquer pergunta seria muito apreciada.
  1. O que você sugere que eu faça para encontrar uma casa de aluguel mensal quando se mudar de outro país?
  2. Que websites são bons recursos para encontrar um aluguer mensal em Portugal e nos Açores?
  3. Quais são as sugestões de locais em Portugal que seriam o que estou procurando em um lugar para morar?
Obrigado por ler o meu pedido e estou ansioso por conhecer as pessoas e a cultura de Portugal.
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2016.11.16 17:52 popeyers Ter tudo e não ter nada... Pensamentos suicidas, fraco controle emocional, desafeto e ser um estudante fracassado!

A muito tempo me sinto mal com a situação que me encontro então farei uma descrição sobre a minha vida até aqui: Nasci em uma família bem estruturada do interior do Paraná, mas a condição que me encontro é apenas “ok”, situação financeira normal sem nada a reclamar. Poderia ter sido bem melhor se meu pai tivesse ajudado minha mãe nesse quesito. Meu pai era basicamente um pilantra; convenceu minha mãe que havia cursado Direito mas que estava difícil arranjar emprego, minha avó com sua experiência de vida sempre foi contra esse relacionamento, por isso minha mãe não teve ajuda dela para se estabelecer após se formar em Serviço Social.
Antes de eu nascer e minha mãe buscar “fugir” do controle de seus pais, os meus começam a ficar juntos, se mudaram para outra cidade e abrem pequenas empresas bem-sucedidas na área de informática (com condições financeiras invejáveis, minha mãe me conta sobre os bons carros, piscinas, etc). Meu pai era um homem muito inteligente apesar de seu caráter, tinha conhecimentos avançados na área de tecnologia, principalmente porque nesta época ela apenas estava surgindo no solo brasileiro, consequentemente falava bem inglês pois estas matérias se interligavam antigamente. Logo os empreendimentos abertos eram sobre aulas desde inglês até programação (passando por coisas mais básicas como datilografia). Como estes eram estabelecidos em cidades pequenas do interior o único com tal conhecimento era meu próprio pai, sendo este o professor enquanto minha mãe cuidava da administração, limpeza e afins. Meu pai era extremamente preguiçoso e após conquistar uma grande clientela ele parava de prestar serviço, os dois começavam a ficar mal falados e então ele obrigava minha mãe a meter o pé para uma próxima cidade, onde tudo recomeçava. Também gostaria de acrescentar que meu pai era “street smart” então ele enrolava as pessoas com discursos o que ajudou bastante essa vida de gato e rato. Pulando um pouco a história, após eles terem conquistado tal má fama que não havia mais aonde eles fugirem, decidem voltar a cidade inicial (que é onde vivo até hoje). Aqui já mal falados era impossível fazer picaretagem, meu pai passou apenas a ficar em casa mexendo no computador, enquanto minha mãe trabalhava por salários medianos, graças ao curso superior. Neste meio tempo seu primeiro filho nasce, meu único irmão. Após um ano e meio minha mãe engravida de mim, gravidez indesejada por meu pai que tenta a forçar ela a abortar (inclusive dando uma pílula adquirida sem procedência por um traficante sem ela saber, ela diz que sentiu o que aquilo era e fingiu ingerir). Minha mãe sempre foi guerreira sabe? Então quando eu nasci ela teve pessoas conquistadas por confiança que a ajudaram a ir ao hospital e fazer tudo corretamente, já que meu pai se recusava a lhe levar. Eu sou um garoto loiro, de olhos azuis e de descendência germânica. Minha mãe diz que quando ela me levou para casa e meu pai me viu pela primeira vez ele desabou em lágrimas, dizendo que era a coisa mais linda que ele havia visto, parecendo um anjo e foi logo pedindo desculpas por tudo o que fez (este ato fez ela aguentar ele mais tempo).
Na minha infância inteira meu pai apenas fingia trabalhar, chegou a alugar um escritório para jogar jogos e fazer outras coisas que nunca saberemos. Não era de beber, mas seu vício em computadores e o ódio que ele carregava por tudo fazia com que ele batesse muito na minha mãe, bater a ponto de ela ficar arrebentada e afins. Pulando um pouco mais a história um dia eu ouço eles dois brigando, o que era muito comum, eu com minha inocência já havia descoberto que se eu fosse no mesmo cômodo geralmente tudo parava; fiz isto e eles dois me mandaram eu trancar a porta de uma sala junto com meu irmão dentro e não sair de lá. Após um tempo eu não ouço mais nada, saio da sala e vejo minha mãe desmaiada no chão, meu pai disse que ela tentou colocar o dedo na tomada e tomou um choque muito grande. Este ato fez com que minha mãe fosse implorar perdão de meus avós, os quais a acolheram e providenciaram o divórcio de meu pai. A minha guarda e de meu irmão ficaram com ela. Durante todo este processo era mais comum eu sequer ver meu pai, tenho poucas lembranças desta época, deve estar tudo reprimido. Mas minha vida fora dali era muito boa, tinha diversos amigos na escola, mesmo pequeno eu era centro da atenção das garotas, lembro que minha mãe mesmo sendo abusada e tendo pouco tempo me levava com meu irmão pra passear e afins (provavelmente tentando resgatar o pouco de inocência que ainda tinha). Minha vida acadêmica era de excelência, lia muito como passatempo, principalmente aquelas enciclopédias Barsa (tínhamos toda coleção e eu lia do começo ao fim). Meu pai me aplicava provas que ele criava sobre diversos conteúdos e se eu não acertasse sofria punimentos físicos, o que me fazia estudar e aprender muito rapidamente.
Após o divórcio meu pai fugiu com tudo de valor que eles haviam construído juntos, não só isso como contraiu diversas dívidas em nome da minha mãe. Graças a isto ela teve de trabalhar dobrado então eu ficava em casa sozinho, era obrigado a lavar a casa e fazer meus afazeres. Meus avós que como disse eram financeiramente bem estruturados (minha mãe em sua infância tocava piano em casa, desenhava e esculpia muito bem, e, teve acesso a ensino superior, algo raro para uma mulher do interior na época). Passei a ficar sozinho com meu irmão, o computador e a televisão haviam ficado. No começo fazia tudo o que devia, depois de um tempo eu passei a apenas assistir televisão e mexer no computador igual ao meu pai (não sei se foi um ato para fugir da minha realidade ou apenas algo que qualquer pessoa faria). Na época também tive diversos problemas de socialização, cheguei a entrar em diversas brigas na escola, inclusive uma vez quase matei uma pessoa (isto eu tinha uns 12 anos); eu sofria bullying por um grupo mais velho eles viam me enforcar no final da aula e eu saia correndo, um dia apenas um destes garotos veio sozinho me encher enquanto eu brincava com pedras, peguei uma lajota a arremessei contra ele, acertou a testa e abriu um buraco enorme (o garoto quase morreu de hemorragia). Este era filho de uma professora, como disse eu era inteligente na época, mas esta passou a me perseguir. Lembro até hoje de ter passado em primeiro lugar em um concurso nacional sobre astronomia que pegava desde a 4/5ª série não lembro em qual estava até o primeiro ano do ensino médio (estudei incessantemente tudo o que foi repassado possível cair no teste), a professora ao receber os diplomas entregou a todos que haviam passado e eu acabei ficando sem pois segundo ela colei na prova. A partir daí eu perdi todo gosto pelo estudo, e me afundei mais ainda no computador.
Isto nos traz aos dias de hoje. Não me esforcei desde aquela época em nada, sempre passei nas matérias por ter uma capacidade que eu considero um pouco mais elevada (desculpe se estou parecendo arrogante), literalmente não entregava trabalhos ou tarefas, até hoje na faculdade deixo de os fazer. Cheguei a jogar tênis onde meu professor disse que eu tinha potencial e um físico adequado, poderia jogar profissionalmente com esforço, simplesmente faltei quase todas aulas. Cursei também violão, espanhol, alemão, natação, etc (mesma história). No terceiro ano do ensino médio meu irmão estava cursando faculdade em outra cidade, eu estudando manhã, tarde e noite (o último por curso técnico de informática). Neste ano eu entrei em depressão (tinha também ataques de síndrome do pânico) e faltei tanto as aulas que reprovei por falta, engraçado que nos exames simulados estilo Enem eu sempre estava entre os 6 melhores da turma junto com pessoas que estudavam incessantemente, mesmo assim ninguém da coordenação veio socorro de mim ou de minha mãe. Meu irmão desistiu da faculdade e voltou para nossa casa. Cursei novamente o ensino médio e passei; escolhi ensino superior em Direito após ficar em dúvida entre história e filosofia (mas não queria ser professor) ou Ciências da Computação (mesmo curso que meu irmão estava fazendo, mas me afastei da ideia por medo de ficar igual meu pai).
Continuo sendo este cara relaxado que descrevi, não consigo me suceder em nada. Os trabalhos acadêmicos de apresentação eu me dou muito bem. Mas não tenho amigos na faculdade; tive relacionamentos com algumas meninas mas eu sempre me afastava a ponto de ainda ser virgem hoje aos 20 anos de idade. Peguei recuperação em Direito Penal pois não entreguei um trabalho valendo muita nota e tendo ido mal em uma prova, tinha que decorar muitos prazos e teorias, ou seja, investir tempo algo que sabemos que não faria. Tenho chance de pegar mais uma em Processo Civil – Recursos pelos mesmos motivos, a aula de hoje me fez perceber o quanto precisava desabafar. Além do mais eu percebi que meu encantamento era pela busca da Justiça, pra quem estuda Direito sabe que é um absurdo o que é feito com o Direito Positivo brasileiro, somos quase robôs em nosso cotidiano (a área Constitucional, filosófica e histórica me interessam bem mais, o motivo pelo qual não cursei estas é a pouca flexibilidade de carreira e os baixos salários {quero ser bem visto pelos demais}). Aos términos das aulas eu tenho que esperar a van que pego para ir a cidade vizinha na faculdade, faço isso me escondendo no banheiro e assistindo youtube ou navegando no reddit. Sempre balanceio minhas faltas para não reprovar, alguns términos de aula eu saio para caminhar na cidade e volto correndo para pegar a van a tempo. Ao chegar em casa estou tão estressado com minha vida merda, minha mãe idem com a dela, que eu fico extremamente irritado e chego a xingar ou ameaçar de vez em quando, então basicamente após todo este ciclo estou virando meu pai. Me recluso novamente no computador de casa. Eu acho que as pessoas da facul me veem como um cara esquisito, sem amigos, já tentei conversar com algumas, mas geralmente eu fico como algo a não se dar muita atenção sabe? Passei a nem tentar, a única coisa que eu me dedico na vida é vaidade, como perceptível na escrita deste texto; os exercícios físicos + alguns olhares que recebo de algumas meninas são a única coisa boa do meu dia (mas as que já me conhecem me enxergam como um cara chato e param de dar bola).
Nem sei o intuito do porque escrevi este texto. Acho que no meu íntimo tenho esperança de alguém me jogar uma luz; /brasil me socorra.
TL; DR: A vida inteira sofri por consequências principalmente que meu pai me trouxe, após um tempo percebi que estou me tornando igual a ele. Aos poucos vejo o fracasso que sou e tenho medo de não conseguir mudar isto.
Edit: A todos comentando sobre a busca de um psicólogo. No momento todo dinheiro que temos vai para a educação minha e do meu irmão. Sobra algo para de vez em quando fazer academia + aulas de guitarra também de vez em quando.No ano dos ataques fortes de transtornos que tive (+ reprovação) eu busquei tratamento psiquiátrico, implorei a minha família por isto. O que aconteceu foi que minha mãe nos levou a uma terapia conjunta que buscava tratamento "no amor". Me ajudou a me reconectar um pouco com ela já que nós não demonstramos afeto um pelo outro (eu não expliquei mas todo este processo fez com que ela se tornasse provedora, nunca parando em casa). Ela só quis o melhor de mim, mas acho que se eu tivesse aquela ajuda talvez estivesse em uma situação melhor. Mas eu não quero que vocês achem que a culpo, eu sei o quanto ela é foda!
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2015.12.04 13:46 Riddle0219 [Serious] O que fazer com a minha vida?

Boas portugal. Escrevo isto porque verdadeiramente não sei o que fazer com a minha vida, nem sei como sobreviver minimamente bem, mesmo que tenha alguns objetivos gerais.
Sou um jovem de 21 anos, sexo masculino, fiz a escola e acabei o secundário com média de aproximadamente 17 valores no curso de línguas e Humanidades (Não me lembro do valor certo da média). Após isso, meti-me a tirar o curso de Direito numa pública, no qual já estou à cerca de 4 anos (4ª matrícula).
Fui para o curso porque achei que era uma boa escolha para quem esteve em Humanidades, e achei algumas profissões interessantes. Para quem não sabe, o curso de Direito é daqueles que começa com noções gerais e cadeiras que não são bem do curso (como introdução à economia) e depois progride para cadeiras mais jurídicas, cada vez mais específicas e difíceis. O que me aconteceu e que só reparei à pouco, foi que quanto mais o curso se torna jurídico (ou seja, mais "Direito") menos o suporto, e muitas cadeiras de que gostei, gostei por terem a ver com outras áreas - História do Direito pela parte histórica, Introdução à economia adorei, Direito fiscal pela parte financeira e Penal pela parte criminológica e não tanto legal. Cadeiras de direito privado (como direito civil, etc.) que são super importantes e muitos empregadores olham especificamente para elas e pedem as respetivas notas para escolherem quem contratar (até porque a média pode ser mais alta por causa de cadeiras inúteis, super fáceis que a sobem que todos os cursos tem), eu detesto e tenho, no máximo, um 11 ou 12 e raramente passo à primeira.
Resumindo e concluindo, passei excelentes momentos, sobretudo no primeiro mas também segundo anos de faculdade, até ia tendo algum interesse de vez em quando, ia estudando e fazendo as cadeiras todas, fui à queima, diverti-me, fiz bons amigos e passei bons momentos, mas no terceiro que é considerado o mais difícil e também muito importante porque tem cadeiras fundamentais para muitas profissões relacionadas com Direito e especialmente advocacia (como processo civil, obrigações, processo penal, por aí), desleixei-me, deixei de ir completamente às aulas e reprovei de ano, perdi bolsa porque só completei 40% das cadeiras (4 em 10) que não chega para ter os 36 créditos e renovar a bolsa de estudo.
Basicamente, eu menti aos meus pais à descarada e disse que só reprovei a três cadeiras, e pedi a bolsa entretanto, já sabendo que quando responderem não a vou ter. Os meus pais acham que eu vou acabar o curso e só tive um momento um bocado mau. Entretanto, tenho tentado ir às aulas mas cada vez mais acabo por sair a meio e ir para o café beber um café, estudar o código pois estou a tirar a carta, ler outros livros que não tem nada a ver com Direito ou mesmo jogar no tablet.
Eventualmente eles vão descobrir, e eu estou aqui, com o 12º ano, sem vontade de fazer o curso e com vontade de me tornar independente e trabalhar. NUNCA trabalhei, mesmo em part-time por baixo da mesa, e estou neste momento a fazer o meu CV e irei enviar currículos para sítios onde possa trabalhar (aceito tudo menos trabalhar nas obras porque, verdade seja dita, sou um gajo com pouca força e destreza física).
Para tornar mais fácil o que quero ao certo, aqui estão pontos importantes:
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