Meninas como você joga de forma

Najiyu Ep 4 - Bem vindos! A resistência...

2020.09.10 15:57 henrylore Najiyu Ep 4 - Bem vindos! A resistência...

Ne: hm?
a-ah! oi, eu-eu não sabia que você tava acordado....
*coloca o violão pro lado
eu te acordei..?
H: não, eu na verdade acordei por acaso, a luz da lua tá muito forte e tals... o que você tá fazendo
Ne: lendas dizem que se chama relaxar
é uma das coisas mais preciosas que os deuses já inventaram para nós, seres vivos hauheheuee
H: hehe... ta tocando violão?
Ne: eu? n-não você deve ter ouvido coisas e tal...
(๑•﹏•)
H: *sobe a escada por completo e vai em direção a ela
o que é isso aí então?
Ne: tá.. eu tava tocando violão...
H: *senta do lado dela
você que fez?
Ne: na verdade não, eu ganhei em uma vila muito fofa, onde tava tendo festival da música... tiveram diversas confraternizações... e me deram esse aqui
H: conte mais
Ne: tinha um garotinho se apresentando, ele era muito legal
e então ele resolveu tentar arrecadar dinheiro com isso, as músicas dele eram muito fofas
e eu não consegui, e dei um dinheirinho pra ele...
daí ele me deu esse violão
H: e ele perdeu o violão então?
Ne: que nada, ele tem uma coleção deles, assim como outras pessoas tem diversos instrumentos lá
...ou tinham
H: tinham?
Ne: a vila foi fechada devido a invasões, se refugiaram aí pra um lugar que eu não sei
H: se refugiaram?
Ne: alguém chamado may e tals
apareceu lá e ajudou eles
H: isso foi fofo da parte dela.... ou dele
né?
Ne: foi sim mas eu queria agradecer aquele garotinho pelo violão... foi muito fofo da parte dele sendo que eu nem sabia tocar isso naquela época
H: mas foi do nada assim?
Ne: eu ia lá todo dia e ele tava lá, e eu sempre dava uma quantia específica pra ele, até que ele me disse que queria retribuir
eu fiquei mal pq ele disse que tava meio sem rumo graças a umas pessoas aí
talvez a gente se encontre de novo, eu não sei
dês de que tudo aconteceu não tem mais sentido ficar vagando por aí
H: o que?
Ne: meh, nao to afim de ficar falando bobagem pra você sentir pena de mim
eu quero que você me veja como a fodona
H: ta mais pra a fofona não?
Ne: *dá um peteleco na cabeça do Henry
H: você lembra do nome do menino?
Ne: hmmmm, não
H: •-•
a bom
Ne: esperava que eu fosse lembrar? hahahahah
você é engraçado
H: eu sou eu ué
Ne: hehehe
*olha pro bolso do Henry e vê um pedaço da foto
ei *puxa foto do bolso
onde conseguiu isso?
H: ah- eu- tava olhando ali e achei e quando- eu achei- eu peguei-
pq eu ouvi o violão e não consegui pensar...
Ne: tudo bem, mas não roube coisas dos outros, não é legal.
H: ...
quem é ela?
Ne: quem é quem
H: ela *puxa foto e aponta pra menina raposa do lado da nevaska
Ne: ...
*fica encarando a foto
a resistência... funciona em grupos e nós duas tínhamos um grupo a gente era líder dele
só que o nosso grupo era declarado um dos mais poderosos de toda a resistência, então as missões mais difíceis eram entregues a nós, então grande parte do grupo morreu depois de um tempo
H: ai...
Ne: mas nós duas éramos tudo, a gente lutava junta a gente era premiada junta
eu amava ela demais
até que....
H: que...?
Ne: a gente descobriu atividades com o selo que tá prendendo as entidades malignas que afrontaram Naji a 14 anos atrás
e então a gente foi abrir
*começa a chorar um pouquinho
e ela foi levada por algo que até hoje eu não sei o que é
H: ...
poxa...
Ne: a sua cor me lembra muito ela
e o seu jeito é o mesmo dela...
eu achei isso curioso
*olha pro Henry com um sorriso e lágrimas nos olhos
H: ...
Ne: é por isso que eu ainda vago talvez pra encontrar ela
mas sozinha...
H: *bota a mão no ombro dela
você não tá sozinha
a gente tá aqui por você né?
;)
Ne: ... :(
:
:)
brigada heri
H: nao é nada heehe
Nevaska, toca uma música aí
Ne: ei *coloca a foto do lado
pode me chamar de neva
*pega o violão
{detalhe: ela tá sem as luvas}
começa a tocar: *beabadobee - coffee
L: *ouve isso
*olha pro lado
hmph o cara foi cortar...
*volta a dormir
**no dia seguinte
Ne: MINUTOS! SAO MINUTOS QUE PERDEMOS MAS QUE NAO PODEMOS PERDER ENTAO VAMOS!
bom dia gente como vcs tão
H: a
bodia
L: Olá.
eu estou bem.
Ne: levantem, eu vou tá esperando lá fora, a gente vai pra um lugar especial
L: iiih, aí. ferrou...
H: Vish
**um tempo depois
**eles caminhando
Ne: então, a gente tem que ir pra um lugar chamado Nira, e lá a gente vai encontrar o qye a gente quer
L: Nira nao é uma vila em Naji?
Ne: sim
H: e lá vai ter?
Ne: uma mini base secreta de você sabe quem, lá a gente pode ter mais informações sobre oq fazer
**chegando lá eles conseguem até ouvir aquela melodia medieval de violinos legais
H: woooow
é uma baita duma vila
Ne: éé meu amigo, as vilas que vieram do reino não são moleza não eles são beeem burgueses, sabe?
H: hmmmm
Ne: *entra num bar
H: boa tarde famiiilia
Ne: *chega no barman e fala
eai, eu vou querer aquela bebida lá, schnitzel, sabe?
L: schnitzel nao é uma comida?
H: shhhh
Barman: ah sim claro, mas eu acho que você vai ter que me ajudar a procurar..
Ne: meninos, venham comigo
Ne, H e L: *entram no lugar lá do Batman
H: caraaaaca quanta bebida
Barman: Nevaska, quanto tempo!
quem são esses?
Ne: são integrantes novos da ordem
pode deixar a gente entrar
BM: sempre né
*puxa uma bebida que na verdade era uma alavanca e abre uma porta
tenham um bom dia
H: valeu
L: boa noite
BM: olha estranho pro Lusk
...
mas tá de dia né?
**eles descem e passam por uma porta aberta que sai de dentro de uma parede e que dá em uma vila meio vale escondida no meio de várias rochas
L: woooooow isso sim é delicioso
H: caraaaaca
Ne: *barulho de canudo
H: ?? Neva onde q vc conseguiu isso aí
Ne: *bebendo suquinho naqueles copos com canudo
ah, eu roubei do barman
tô mó com sede
??¹: EAI NEVASKA!!! QUANTO TEMPO
*da um tapão no ombro dela
QUE BOM QUR VOCE VOLTOU
Ne: aaaaa oiiiiii
H: quem é esse cara lusk
L: eu nao sei
??¹: *quase esmagando a Nevaska de abraço
AAAA
Ne: ah, gente!
*solta do abraço
esse aqui é o Arthur(não é o Art), ele é um dos membros da equipe de vigilância da resistência
a gente é amigo dês de que ele chegou aqui
Ar: Olá. *faz um paz e amor
L: bonito bonito, como vai a sua mãe?
Ar: ah ela vai bem cara, encontrei com ela ontem e tals
*olha pro Henry quieto
E VOCE VOCE É UMA RAPOSA???
H: hmmm... sim?
Ar: CARAAAACA QUE INCRIVEL
NEM SEMPRE TEMOS RAPOSAS AQUI SABIA?
VOCE CHEGAR AQUI É TAK LEGAL
*abraça o Henry
H: *sente o calor do corpo do cara como se ele tivesse ha 6 horas no sol
Ne: *bota mão no braço do arthur

Ar: *solta abraço
hm?
Ne: sabe onde tá o shi?
Ar: lá dentro, xingando todo mundo como de costume
Ne: meeeh que bosta hein
fica bem Arthur, a gente tá indo
*bebe mais um pouquinho do suco
Ar: falow falow, até logo
H: cara simpatico
Ne: ele é, as pessoas daqui normalmente são legais
L: normalmente?
Ne: tem gente aqui que age como se tivesse morrido ontem, e infelizmente é quem a gente tem que encontrar
??²: OOOOO NEVASKA!!!
*da um soquinho na cabeça dela
Ne: Winry?
Wi: muito tempo né?
Ne: eu não venho aqui faz um tempo...
gente, essa é a Winry, ela é da equipe de exploração e ela controla a água
ela é super rápida e super incrível
*bebe mais um pouco do suco
Wi: *dá um tapão nas costas da nevaska
AH QHE ISSO
Ne: *cospe o suco todo
o shi ta dentro do quartel?
Wi: sim.
{percebe-se que elas falam MT sério qnd se trata desse cara ai}
H: ....
**eles sobem numa escadinha que da pra uma árvore e lá eles encontram um escritório cheio de armas e uma cadeira virada
Ne: shibaru?
**vem uma faca voando
Ne: *segura
de novo?
Sh: *vira a cadeira
não vem a três anos, o que você quer agora?
Ne: temos novos membros, pode registrar eles?
Sh: nem se os porcos voarem
Ne: que? como assim não
Sh: você não pode voltar depois de tanto tempo com duas pessoas aleatórias querendo enfiar ela na nossa associação
Ne: como assim, quando eu tava aqui não era assim
Sh: porque você era líder talvez?
Ne: e quando eu saio você muda tudo?
Sh: olha só, respeito e calma são a chave para o universo
então trate de aderir *levanta
{Shibaru tem o cabelo azul escuro usa uma jaqueta preta com uma blusa branca e uma calça jeans e ele é BEM ALTO MESMO deve ter uns 1,80}
Sh: *vai em direção da nevaska
pra sua sorte nos temos missões para vocês e se conseguirem resolver
talvez eu reabra o seu grupinho
Ne: que missão então
Sh: suspeito e tenho quase certeza de que o pessoal do templo da areia tá envolvido com a morte de alguns dragões por la, talvez eles estejam usando algo pra matar eles tendo em vista que um dragão não ia morrer pro elemento areia ou parecido
Ne: °-°
você acha que é um?
Sh: anel...
H: anel?
L: anel?
Ne: ...
Sh: não falou pra eles, Nevaska?
hmmm bem
anéis que carregam ambars com poderes dos antigos guardiões de cada elemento
os guardiões eram aqueles que ensinavam os elementos pros guerreiros qud passaram de geração em geração
Ne: mas aí a ambição subiu a cabeça e mataram os guardiões pra roubarem a sabedoria e o poder
Sh: exato.
recuperar esse poder e talvez restaurar os guardiões seria um dos objetivos da resistência
então, estamos aí pra tudo
Ne: ultimamente esses casos de dragões mortos têm acontecido pra cacete e a gente não sabe o porquê
Sh: poder.
Ne: hm?
Sh: poder.
H: poder?
L: ~FODER?~
Sh: poder é algo que muitas pessoas querem hoje em dia
já que tudo leva a isso
H: como assim
Ne: é oq eu já te disse, o reino manda na gente com poder, e pra revidar a gente precisa de mais poder
então todo mundo aqui procura poder
Sh: menos nos, a gente procura justiça
H: ....
Sh: mas é, se vocês fizerem a missão e recuperarem o anel eu dou o distintivo
Ne: vem com a gente?
Sh: nao, EU tenho coisa mais úteis pra fazer.
eu vou ao palácio do mar
Ne: fazer o que lá
Sh: essa missão em específico vocês não precisam saber.
H: °°
L: ue...
Ne: 😪 complicado
Sh: se me dão licença *abre a porta e sai
H: ... e agora?
Ne: *procurando umas coisas
é, não tá aqui
vamos pro ferreiro
*abre a porta e sai
H e L: ferreiro?
**chegando lá
Ne: *abre a porta que toca um sininho
??³: *olha pra trás {é um cara de cabelo e barba preta, super gigante com uma roupa de couro e uma calça}
OOOOO NEVASKA
Ne: eai ferreiro
??³: Oooo quanto tempo
H: ola... ferreiro né?
Sa: meu nome é Sakiro mas pode me chamar de saki
H: saki... legal
L: SAMUEL?
Sa: nao, saki.
Ne: a gente pode entrar aí e escolher algumas armas?
no caso eles né
a gente vai numa missão agora e-
Sa: OOOOO MAS POR QUE NAO PEDIU ANTES?
entra aí
H: woooooow
L: quanta coisa
Ne: escolham qualquer uma
H: *vê uma espada 3 vezes maior q ele
essa não
*vê uma adaga
essa também não
**enquanto ele tá mexendo cai uma espada na cabeça dele
AI u-ue
*olha pra espada e vê o reflexo do próprio rosto nela e no cabo de ouro
{pensa numa espada de pirata, é isso aí}
H: BELEZA EU VOU PEGAR ESSA AQHI
L: *pensando
Ne: eai, não vai escolher não?
L: EU TO PENSANDO Ô TIA
*vê uma espada que chega perto de ser uma ninjato mas não é (é tipo a espada do kazuma)
eu acho que... não. espada é coisa de político.
tem um arco não?
Ne: tem esse aqui *pega um arco bolado horizontal digno de um legolas
L: OOOO ISSO É MELHOR QUE A LEGISLAÇÃO DA INDONÉSIA
Ne: então tá decidido! aqui, ferreiro, são essas
Sa: *pega as espada do Henry e remenda ela e tal
*troca a corda do arco
prontinho, tá aqui suas armas
H: OOO GG
L: MULEEEQUE
Ne: hehehe agora vamos!
**saem da loja
Ne: antes da gente ir, tem algo que eu tenho que mostrar a vocês...
*vai em frente a uma parede
*tira uma das luvas e lambe o próprio dedo
*põe o dedo na parede e a parede começa a abrir
**se revela um grande estádio dentro de uma caverna
H: OOOOO
L: OOoo
Ne: a gente tem que treinar, vocês são meio toscos ainda
SEJAM BEM VINDOS!!! A Teikō
a arena de treinamento da resistência!
H: !!!
L: woooooow
Ne: vocês nunca lutaram de verdade né
**se posicionam a Nevaska de um lado e o Henry e o lusk de outro
Ne: AGORA EU VOU TREINAR VOCÊS DE VERDADE CARAMBA
*a voz dela ecoa
H: AI SIM
L: finalmente serei treinado..
Ne: PRIMEIRO, HENRY
H: oi
Ne: toma cuidado com a sua cauda, raposas são extremamente sensíveis aí, e isso é a nossa fraqueza
ENTÃO NAO DEIXA ACERTAREM AÍ
L: é, realmente, acertar lá atrás seria desinteressante.
Ne: E LUSK VOCE LUTA MUITO BEM
MAS PROCURA FOCAR NO SEU ELEMENTO
L: BELEZA
H: então o que faremos?
Ne: a gente vai descobrir o seu elemento
H: MEU?
Ne: E EU VOU ACABAR COM A RAÇA DE VOCÊS QUERO NEM SABER
*estende as duas mãos e forma a lança de gelo de novo
*começa a girar ela
*para de girar e bate com ela no chão criando um pouco de gelo em volta de si mesmo
*cria um casulo de gelo em volta de si mesma
PRIMEIRA COISA, VCS VAO TER Q ME ACERTAR AQUI
H: ...
L: ...moleza
*faz uma bola de ar
ESFERA DO REDEMOINHO
*joga bola no casulo de gelo que bate mas não causa efeito
H: puts queridão acho q sua bala de ar comprimido não deu muito certo
L: CALA A BOCA TA LEGAL? EU TENTEI PELO MENOS
H: *corre pra cima do casulo e acerta com a espada
*tenta fincar ela
Ne: *faz espinhos de gelo em volta do casulo e joga o Henry pra longe
H: hmmmm *olha o casulo se quebrando quando ela faz isso
°°
LUSK
o casulo fica fraco quando ataca
L: hmmmm...
H: se liga
*finca espada no chão
*sai correndo pra dar um soco no casulo
Ne: *faz os espinhos de novo
H: *troca de lugar com a espada que acerta e racha o casulo
L: gg mas agora você perdeu sua espada né mané
H: VOCE TEM UM FUCKING ARCO ACERTA AQUILO ALI
L: acertar é comigo mesmo
*mira certinho e lança a flecha mas ele erra
H: CACETE VOCE QUER UM OCULOS
to vendo que não vai dar certo fazer isso
faz outro redemoinho de não sei o que lá aí
L: se chama... ESFERA DO REDEMOINHO
*joga a esfera na rachadura que estoura o casulo e da uma grande ventania
Ne: hmmmm beleza
H: hm?
L: •~•
Ne: nada mal, foi mais rápido do que eu pensava...
mas vocês não tão num talk show então não é bom ficar conversando alto
*estende a mão e prende os pés do lusk com gelo
H: *vai pra cima da nevaska e ataca com a espada
Ne: *defende com a lança e chuta o Henry pra longe
*coloca a mão do lado da boca e cria uma bola de neve
BOLA DE NEVE
*lança no Henry
H: *desvia da bola de neve q bate na parede ali
eu nunca pensei que lutar seria tão maneiro
Ne: *olha diretamente pro Henry
hehe..
agora se prepara pro
L: AAAA SUA MALDITA
*atira uma flecha nela
Ne: *cria uma parede de gelo que para a flecha
L: oh
Ne: *vai pra cima do lusk que já tá solto
sabe qual a desvantagem de ter uma arma de longo alcance?
É QUE VOCE NAO ATACA DE PERTO
*acerta uma lançada na cara dele que joga ele pra longe
L: maldita cabeçuda
*junta as mãos
TORNADO BOLADO
H: é cada nome
L: *joga a Nevaska longe
Ne: Henry, tem uma coisa que eu quero te ensinar
*faz uma bola de neve
H: o que?
Ne: REBATE ISSO AQUI
*joga no Henry
H: O QUE
*leva uma bolada muito forte de neve no estômago e cai no chão
ai
Ne: peguei pesado?
H: *levanta VICE NEM ME FALA COMO QUE REFLETE COMO É QUE EU VOU SABER
L: O SEU COLCHONETE
Ne: aiaiai
HENRY
H: oi
Ne: direciona a sua mana pra espada
*estende a lança e faz o mesmo
*fecha os olhos
assim que você faz isso, a mana é como um espelho que reflete mínimas partículas de luz fazendo você ver a sua própria cara
é mais ou menos isso
mas concentrando com velocidade
você reflete o ataque e ele se torna seu
pensa num espelho
*olha pra lança e o reflexo dela mesma na ponta feita de gelo
H: como um espelho?
Ne: *lança outra bola de neve nele
H: espelho...
*consegue sentir a mana fluindo na lâmina
*e então quando chega o ataque ele sente a velocidade e vai com tudo direcionando o ataque de volta como se fosse ele concentrando a mana na espada
REFLEXO DE LUZ
Ne: *desvia
**bola de neve explode atrás dela
é isso, uma habilidade exclusiva das raposas
H: wooooah
L: E EU?
Ne: ei lusk, foca mais em um só ataque, depois você pensa nos outros
eu gostei muito dessa sua bolinha
H: a bola de gude arejada?
L: É ESFERA DO REDEMOINHO SEU HERBÍVORO
mas então...
*faz a esfera na mão
DEPENDENDO ELA FICA MUITO MAIS FORTE
*concsntra todas as energias nela e faz uma super bola maciça na mão
pesado
*lança ela bem rápido na direção da nevaska
Ne: *DESVIA MUITO POR POUCO
QUALÉ MANÉ TA TENTANDO ME MATAR
L: nao era esse o objetivo
Ne: CLARO QUE NÃO
a enfim, eu acho que tá tudo bem por agora
*bate a lança no chão e quebra ela
VAMOS NESSA PESSOAL
**chegam na porta de um caminho de árvores
{la tem um monte de cavalo preso, e olhando tem vários mapas e plaquinhas mostrando onde tão as vilas}
Ar: *segura ombro da nevaska
nevaska, você acha que vai ficar tudo bem com eles?
Ne: sim, eu confio neles
você não?
Ar: eu nunca disse nada
[obs: quando o Art aparecer a sigla dele ou vai ser AT ou ART mesmo]
Ne: eu tenho que ir
*puxa um cavalo
H: um cavalo só?
L: ele aguenta?
Ne: eu e henry valemos por 0,5 pessoa e o lusk por 0,8
L: como você calculou isso?
Ne: eu não calculei
L: porra.
**sobe Nevaska na frente, Henry no meio, e lusk atrás
(o cavalo nem sequer se mexe, parece a coisa mais fácil do mundo levar esses 3)
Ne: viu?
L: meu deus quantos quilos vocês tem?
Ne: vamos!
*faz um movimento lá e o cavalo começa a andar pra longe
Ar: *olhando
Wi: *encosta no Arthur
Arthur eu encontrei algo estranho...
Ar: o que houve
Wi: no quarto do shibaru... ele deixou umas anotações...
*mostra pro Arthur
Ar: *lê
*vê desenhos de um cristal da água e um guardião
guardioes de agua?
Wi: *vira página pra ele
Ar: ... *lê
Hoje eu ------(folha arrancada)
e me inflitrar na ordem ---------
roubar um certo alguém
Ar: você acha que?
Wi: sim.
Ar: vamos investigar isso
*saem correndo em direção a casa principal
...
No próximo episódio
NAJIYU EP 5
Escrituras de uma antiga pirâmide de espelhos...
🖤
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2020.07.08 19:34 YatoToshiro ​Fate/Gensokyo #15 Waver Velvet



Fate/Zero - Fate/Grand Order - Lord El-Melloi II Sei no Jikenbo
Fate Grand Order Waver Velver (Caster) O nome verdadeiro de Caster é Zhuge Kongming, também conhecido como Zhuge Liang, era um político de destaque na era dos Três Reinos da China. Ele era amplamente conhecido como estrategista militar; foi relatado que era principalmente devido a suas habilidades que o estado mais fraco e menor de Shu foi capaz de resistir ao exército Wei muito maior por um bom tempo. Na morte, Kongming ainda venceu Zhongda.
Devido às "circunstâncias extremamente peculiares" das Grandes Ordens, Lorde El-Melloi II foi forçado a se tornar um receptáculo de seu espírito para facilitar uma convocação bem-sucedida. O próprio Senhor El-Melloi II não possui os meios ou a história para se tornar um Espírito Heróico. No processo, o Mestre Estrategista analisou quem seria o melhor responsável. Kongming julgou que não havia necessidade de se colocar em primeiro plano, já que ele já tinha um agente competente, então o papel coube a Lord El-Melloi II, que já estava familiarizado com a era moderna. ___________________________________________________________________________________________________________ Outras Curiosidades Lord El Melloi II Waver sobrevive à Quarta Guerra do Santo Graal e se torna Lord El-Melloi II.
Antes dos eventos do caso da Separação do Castelo de Adra, Lord El-Melloi II encontra Gray e a leva como sua aprendiz.
Fate/Stay Night
Embora Lord El-Melloi II não apareça em Stay Night, ele é notado por ter um grande impacto dez anos após o final da Quinta Guerra do Santo Graal. Ele chega em Fuyuki e, junto com Rin como chefe do clã Tohsaka, decide desmontar completamente o Grande Graal. Eles são contra os membros da Associação dos Magos que desejam recuperá-lo, levando a um grande tumulto da mesma magnitude que a Guerra do Graal. Seu lado finalmente é vitorioso, e o Grande Graal é completamente desmantelado, marcando a conclusão das Guerras do Santo Graal de Fuyuki.
Na adaptação de Ufotable do cenário Unlimited Blade Works, Lord El-Melloi II é visto conversando com Shirou Emiya no epílogo. Lord El-Melloi II questiona por que Shirou foi à Torre do Relógio para estudar magecraft. Shirou respondeu que aprendeu muitas coisas enquanto freqüentava a Torre do Relógio e quer dedicar sua vida a se tornar um Herói da Justiça. El-Melloi II rejeita essa noção como idiota, mas não sem mérito, passando a observar que o sonho de Shirou é muito grande para a Torre do Relógio conter
Fate/Apocrypha O mundo de Apocrypha não teve uma Quarta Guerra do Santo Graal em Fuyuki, então Waver havia participado de uma guerra de subespécies do Santo Graal em todo o mundo, com Rider como seu servo, contra Kayneth. Ele ganhou o título de Lord El-Melloi II da mesma maneira.
Lord El-Melloi II, juntamente com Rocco Belfaban e Bram Nuada-Re Sophia-Ri discutiram sobre a recente operação fracassada contra a Yggdmillennia em Trifas. Com os Yggdmillennia anunciando que eles possuíam o Grande Graal, a Associação dos Magos respondeu e enviou cinquenta magos especializados 'caçadores'. No entanto, tudo foi arruinado por Lancer of Black, que aniquilou quarenta e nove magos. Com o último mago, ajustou o Grande Graal para convocar Servos adicionais. Quando Rocco pediu a opinião de Lord El-Melloi II, ele sugeriu alterar a abordagem deles para um contra-ataque. Lord El-Melloi II acredita que a vitória pode ser bem-sucedida se eles reunirem sete Mestres. El-Melloi II sugeriu a contratação de profissionais de fora e a Torre do Relógio deve fornecer pelo menos um ou dois magos, pois a Guerra do Santo Graal está em uma escala totalmente diferente. Os três homens são as pessoas que supervisionam a seleção de Mestres para a Grande Guerra do Santo Graal. Ele é encarregado de recrutar talentos freelancers em potencial na Belfaban.
Lord El-Melloi II, Rocco e Bram discutem sobre a situação da Grande Guerra do Santo Graal. Eles não ouviram falar da facção Vermelha, acreditavam que Shirou Kotomine, da igreja sagrada, matou cinco mestres da Associação e ele roubou o Grande Graal. Eles tomaram uma decisão, a Associação de Magos permanecerá como espectadora e observará o resultado. Lord El-Melloi II retorna ao seu escritório e ele retira o catalisador de Iskandar, relembrando seu vínculo com Iskandar. Enquanto isso, Reines El-Melloi Archisorte já estava na sala sentado na cadeira e tomando uma xícara de chá casualmente. Flat Escardos estava escutando toda a conversa deixando El-Melloi II pálido. Ele pune Flat, dando-lhe mais lição de casa.
Após a Grande Guerra do Santo Graal, Caules Forvedge Yggdmillennia freqüenta as aulas na Torre do Relógio. No entanto, um dia, Caules mudou de classe com uma única frase de Lord El-Melloi II, que lhe disse: "Por que você está estudando esse tipo de magia que não combina com você? Seu talento é muito mais adequado a isso, você sabe? ", e antes que ele percebesse, ele estava cercado por colegas de classe que eram perigosos em termos de talento e personalidade.
Fate/Accel Zero Order Lord El-Melloi II foi ferido por Lancelot e Zouken Matou. Waver, Ritsuka e Irisviel se retiraram para as cavernas menores e verificaram a condição de Lord El-Melloi II. Lorde El-Melloi II ficou gravemente ferido e passou o poder do Zhuge Kongming para Waver. Zhuge Kongming considerou Waver digno e Waver se torna um pseudo-servo
Fate/Stranger Fake Lord El-Melloi II decide jogar o videogame Night Wars do Império Britânico, acreditando erroneamente que foi um jogo sobre cavaleiros. Ele ainda joga e anota seus pensamentos sobre o jogo, como de costume. Isso o leva a uma chance de ganhar uma réplica da faca Jack the Ripper com uma bainha, mas o brinquedo trivial é rapidamente perdido de sua mente. Mais tarde, ele ganha o prêmio e, como muitas das outras mercadorias que ganha inadvertidamente, ele é enviado à Torre do Relógio com vários outros pacotes.
Mais tarde, ele é o primeiro a notar a estranheza que ocorre nos Estados Unidos devido a irregularidades nas linhas ley e através de informações vazadas por Faldeus. Ele o conecta ao acontecimento de outra Guerra do Santo Graal, resultando em Rohngall e Faldeus sendo enviados para investigar. Depois que um de seus alunos mais problemáticos, Flat Escardos, escuta o resultado da investigação, Flat pede que ele o ajude a participar. El-Melloi agarra furiosamente o rosto do aluno com raiva, mas ele fica rapidamente chocado em silêncio pelo método que costumava escutar. Embora Flat seja um prodígio, ele não possui inteligência para utilizar adequadamente seus talentos e, embora as habilidades de ensino de El-Melloi lhe permitissem avançar mais do que qualquer outro, ele ainda não conseguiu se formar. Isso deixou El-Melloi com sentimentos confusos em não deixá-lo partir, embora ele normalmente odeie deixar estudantes despreparados para o mundo.
Ele tenta fazer com que Flat entenda a verdadeira natureza da guerra, ultrapassando sua raiva e alcançando uma forma de iluminação ascética. Ele tenta argumentar que Flat não é adequado para a batalha, mas suas palavras não fazem nada para assustá-lo. Ele é incapaz de usar a lógica com Flat e eventualmente o nega, embora a idéia de Flat de fazer amizade com os outros Servos o lembre de Rider. Ele começa a pensar em emprestar o fragmento da capa de Rider, caso Flat retorne novamente, mas o erro de Flat com a faca de brinquedo Jack, o Estripador, sem se lembrar dela ou verificando sua importância, faz com que ele pense que Flat desistiu de participar. Isso faz com que ele escolha dar a ele e reforçar seu mal-entendido. Ele retorna ao seu quarto, relembra a capa de Rider e acredita que a situação com Flat será resolvida.
De volta a Londres, Rohngall e seu aluno não identificado decidiram se encontrar com Lord El-Melloi II e pedir sua opinião sobre a Guerra do Falso Santo Graal. Lord El-Melloi II continua sua aula. Quando Lord El-Melloi II descobre com Rohngall que um aluno dele, que Lord El-Melloi II inicialmente acreditava ser Flat Escardos, estava participando da Guerra do Falso Santo Graal, Lord El-Melloi II entrou em colapso na plataforma de palestras. Gray o leva para a enfermaria.
Em sua segunda reunião com Rohngall, Lord El-Melloi II percebeu que havia chegado à conclusão errada quando Rohngall mencionou que um de seus alunos foi para a América, que o senhor inicialmente acreditava que Rohngall estava se referindo a Flat, mas depois descobriu-se que Rohngall estava se referindo a Ayaka Sajyou. Isso mais tarde fez com que um intrigado lorde El-Melloi II chamasse o verdadeiro Ayaka, que ele descobriu que estava na Romênia. Depois de confirmar a localização real de seu aluno, Lord El-Melloi II começa a refletir sobre a aparência que existe nos Estados Unidos.
Fate/kaleid liner PRISMA ☆ ILLYA Lord El-Melloi II é o tutor de Rin e Luvia em Fate / kaleid liner PRISMA ☆ ILLYA, ele estava relatando a situação a Kischur Zelretch Schweinorg. Ele ficou com raiva quando descobriu que o dano estimado era de 2 milhões de libras. Ele é notado como perturbado ao lidar com suas violentas discussões até que Kischur interveio. Ele e Kischur ordenam que Rin e Luvia recuperem os cartões de classe da cidade de Fuyuki.
Quando Rin e Luvia coletaram com sucesso todos os cartões de aula, Rin entrou em contato com El-Melloi II e Kischur em Londres. Eles elogiam seus esforços em coletar as cartas e a estabilidade das linhas ley de Fuyuki. No entanto, eles ordenaram que Rin e Luvia ficassem em Fuyuki por um ano e aprendessem o bom senso, pois o Japão valoriza a cooperação e a harmonia. Eles declararam que as duas meninas precisam alterar suas personalidades para serem estudantes de Zelretch.
Bonus:
The Outsiders’ Performance Waver Velvet, Rider {Zero} Taiga Fujimura {Stay Night}
Na história paralela do CD especial de drama, Taiga Fujimura, quando adulta, conta a Saber como ela foi inspirada a se tornar professora de inglês quando encontrou Waver e Rider na quarta Guerra do Graal. Ela estava procurando pelo ladrão que invadiu a loja de sua amiga Otoko Hotaruzuka e roubou seu melhor barril de vinho. Ela encontra Waver e Rider durante a noite depois de cair do telhado. Rider se torna um tradutor para Taiga e Waver, como Waver não aprendeu japonês antes de vir para o Japão, e Taiga explicou a Waver e Rider que ela perseguia o ladrão até ele voar.
Taiga imediatamente pulou na água fria para salvar o cachorro, acreditando que Waver e Rider também ajudariam. Como Waver e Rider ajudaram Taiga a sair da água, Waver questionou por que Taiga é tão persistente em ajudar as pessoas. Taiga respondeu que acredita na bondade dos outros. Waver acha isso engraçado, embora Rider diga algo completamente diferente que deixou Waver em desordem: Rider afirma que queria que Waver tivesse uma experiência romântica. Taiga perseguiu um ladrão de roupas íntimas, arrastando Rider e Waver para ajudá-la. Depois que entregaram o ladrão de roupas íntimas à polícia, eles ajudaram a reunir o filhote ao dono.
Waver perguntou a Taiga se ela ajudou os outros, ela não tem nenhum problema. Taiga afirma que está preocupada com seu amor, escola e futuro. Waver e Rider sugeriram que ela é adequada para ensinar e orientar aqueles que buscam conhecimento. Waver sugeriu que eles se separassem e voltassem para casa, mas Taiga quer ir atrás do ladrão de barris de vinho. Waver e Rider explicaram que procurar o criminoso à noite na cidade de Fuyuki está ficando mais perigoso. Taiga tentou se apresentar aos dois, mas Waver hipnotiza Taiga para voltar para casa por sua própria segurança. Rider pensou em roubar mais barris de vinho do mercado para Taiga, mas Waver o impediu de criar mais problemas, Waver tinha um plano que poderia ajudá-la. Taiga diz que uma pessoa anônima enviou uma dúzia de barris de vinho tinto de alta classe de Londres para fora da casa de sua amiga.
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2020.01.14 02:06 bruh009 Só eu identifico padrões no Tinder?

Uso o tinder há mais ou menos 1 anos, "uso" entre aspas por que sinceramente, encheu o saco, só tem feminista de cabelo roxo.
Mas, percebi que o Tinder segue alguns padrões (pelo menos o meu, versão gratuita, acessando 1 vez por dia, pelo menos quando eu ainda usava), vou compartilhar aqui com vocês:
Situação B) Você da um match mas conversa pouco (ou as vezes nem conversa) e o match é desfeito logo em sequencia (tipico "curti sem querer"), o tinder joga o perfil de quem (não) desfez o match em um buraco negro, e vc só vai arrumar um match algumas semanas depois (no minimo). Nesse caso, se uma garota foi tapada o suficiente para não prestar atenção nem na hora de dar um like, e deu like sem querer e depois desfez o match com voce, VOCE é prejudicado (mesmo sem ter feito nada), por que o tinder entender que o problema é voce
Bom, a principio é isso, tudo baseado em observações mesmo. Só fico curioso pra saber se só acontece comigo
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2019.02.13 14:54 AnimadorDeFuneral O dia que eu conheci um pedófilo

Bom dia /desabafos.


Conta "joga no lixo" por motivos óbvios.

Sou um curioso por natureza, gosto sempre de "futricar" as coisas e ficar procurando textos interessantes para ler. Em determinada época comecei a ler julgados. Entrava em sites de Tribunais de Justiça, pesquisava nas jurisprudências determinado tema (exemplo: aborto, tráfico, latrocínio e etc.), por mais macabra e estranha que as pesquisas possam parecer, elas retornavam casos interessantes, em que eu lia durante horas, fazia análise quase como um psicanalista e, porque não, evoluía como pessoa.

Determinada época, por curiosidade e com vontade de destilar um pouco da minha raiva, passei a pesquisar sobre pedofilia. Por mais que os processos "corram" em segredo de justiça (com supressão do nome das pessoas e outras informações), é MUITO fácil conseguir acesso a uma gama gigantesca de informações das vítimas e dos abusadores.

Certa vez me peguei lendo um acontecido bem triste e chocante.

Era um caso acontecido no sul do Brasil, onde um padre (não informei até agora mas sou católico e possuo muita fé), abusou de três crianças. Uma de 11, outras duas de 12 anos. Os abusos eram sucessivos e frequentes. Ele se aproveitou da ingenuidade, fraqueza e completa omissão dos pais destas crianças para abusar delas. O cara levava as crianças a um motel, abusava delas, mesmo que elas fossem sumariamente enganadas pois, toda vez que falavam que não queriam, ele dizia que não faria mal algum a elas. Ele dava presentes, celulares, comprava materiais e, inclusive, dava anticoncepcional para as crianças. Os abusos era frequentes, um ciclo vicioso, macabro e realmente muito triste. No processo que li há transcrição quase integral dos depoimentos das crianças; são coisas que da ânsia só em lembrar.

As crianças abusadas eram de famílias completamente (completamente meeeesmo) desestruturadas. As de 12 (doze) anos, primas, tinham fugido de casa e moravam na casa da outra menor, de 11 anos. Uma confusão horrenda, parecia coisa de filme. Todas as três já tinham sido abusadas anteriormente por outras pessoas. Apenas com a leitura dos depoimentos já dava para perceber o quão equivocada era a vida delas, um misto de omissão do Estado, das famílias, da sociedade e, como não, do próprio padre que subverteu tudo ao que ele supostamente se dedicou durante anos.

A menor de 11 era a mais levada da turma, conhecida na cidade por furtar coisas no centro da cidade (nada disso justifica, apenas trazendo contexto) e por ser "namoradeira" (estas informações foram trazidas pela advogada do padre, não sei o que ela buscava com isso).

Voltando: o padre, diretor de um determinado colégio, em um dia de Janeiro, no período das férias escolares, encontrou a menor no centro da cidade, deu carona a ela, levou até uma papelaria, fez compras de material escolar e a levou até o colégio que era diretor, com a desculpa de pegar um notebook para levar ao conserto. Colocou a menina na sua sala e reproduziu material pornográfico, afirmando que queria fazer tudo aquilo com ela.

Momentos após este acontecido, pegou o notebook e voltou ao carro, que estava estacionado na garagem subterrânea do colégio. Abusou da criança dentro do carro estacionado na garagem. Essa menor, enquanto era abusada por esse crápula, por um momento de desatenção do abusador, após o seu telefone tocar, conseguiu sair correndo do carro, completamente nua, entrou em uma igreja (anexa a este colégio - não sei se informei, mas era colégio particular e com educação cristã) e pediu ajuda de um padre e alguns fiéis que ali estavam. Chamaram a polícia, o cara foi preso, nu, momentos após abusar de uma criança. Nas suas mãos estavam as roupas íntimas da menor, dentro do carro um produto químico que ele tentou colocar no nariz da criança - provavelmente com o objetivo de dopá-la - e latas de cerveja. Foi preso em flagrante, condenado a uma pena ridícula de baixa. No mesmo tempo, excomungado pelo Bispo da região e proibido de afirmar que foi padre alguma vez na vida.

Como eu disse, ainda que estes processos tramitem em segredo de justiça, é MUITO fácil ter acesso ao nome de todas as pessoas. Então, durante toda a minha leitura dos Acórdãos e sentenças, consegui saber o nome de todos: padre, crianças, testemunhas, padre que socorreu a criança quando ela fugiu, policiais que atenderam a ocorrência e etc. Assim, curioso como sou, pesquisei o nome de todos no Google, após um tempo consegui ter informações de quase todos. Fiquei sabendo das crianças abusadas, hoje já na vida adulta e, também, do abusador que, ao tempo da minha pesquisa, já havia saído da prisão, mudado de cidade e estava dando aula em, pasmem, uma FACULDADE. As aulas ministradas eram tanto de "filosofia" quanto matérias básicas para a criação de trabalhos acadêmicos. Ele conseguia dar estas aulas graças a formação acadêmica que teve como padre, uma vez que era formado em teologia, estudou filosofia e, além disso, era graduado em administração por uma Universidade Federal (graduação concluída pouco tempo antes de ser pego abusando as crianças).

Ainda que o caso seja completamente escabroso, não guardei nomes mas ainda me lembrava de pequenos detalhes.

Passado um bom tempo da leitura deste caso, fui fazer uma viagem para um Estado vizinho, cidades bem próximas, cerca de 200km de distância. Fui por causa de um evento, algumas jantas realizadas, amigos conhecidos, cumprimentos realizados e desconhecidos apresentados a mim. Determinado momento, sou apresentado a uma pessoa. O nome dessa pessoa me é dito, mas não ligo os pontos. Conversa vai, conversa vem, outras informações são trocadas, fatos começam a ser ditos por ele, por descuido ele começa a dar informações mais pessoais, talvez esse descuido tenha ocorrido por sermos do mesmo Estado. Ele afirma que é natural de uma determinada cidade (que constava na sua qualificação na sentença que eu havia lido), diz que morou muito tempo em uma outra cidade (cidade onde aconteceu os abusos), afirmou que ocupou um determinado cargo em um colégio (ai as coisas começaram a ficar escabrosas, a taquicardia bateu forte e o coração veio na boca - mas ainda relutava em acreditar). Por fim, ele disse que estava há pouco tempo na atual cidade e que lecionava "filosofia" e "seminários de pesquisa" em uma Faculdade. Pronto, as coisas se encaixaram na minha cabeça. Eu fiquei branco, acho que ele deve ter percebido na hora.

Tomei um soco na cara.

Parecia que um tiro de fuzil tinha atingido meu peito.

Não consegui mais desenvolver nenhum tipo de assunto, travei, foi a sensação mais estranha e louca da minha vida. Ali, na minha frente, estava uma pessoa que, tempos atrás, eu havia lido todas as bizarrices que ele cometera com crianças. O pior disso tudo: ninguém mais sabia. Ele circulava pelo evento como uma pessoa influente e eu ali, sabendo as merdas que ele havia feito.

No dia seguinte fui embora da cidade. Ainda consternado e preocupado com o que aquele crápula poderia fazer. Semanalmente ainda pesquiso o nome dele no Google, entro no seu Linkedin para saber o que ele está fazendo. Até hoje não sei o que poderia ter feito. Sei que ele estava ali de forma legal, havia conseguido o emprego de forma legal, saiu da prisão por determinação judicial e etc; sei que todo preso deve ser ressocializado, merece uma segunda chance e etc. Mas, cara, aquele cara era um padre, influente na cidade, com um ótimo currículo e ocupante de um importante cargo em um colégio repleto de crianças. Ele teve a segunda chance dele, aliás, está tendo; e as três menores? Pode ser que a vida delas não teria sido tão diferente caso não existisse os abusos, uma vez que as suas bases eram completamente desajustadas, mas ninguém merece ser abusada! Quem dirá crianças que deveriam estar brincando e se divertindo. Só de pensar que esse nojento pode vir a ter contato com outras crianças, acaba por me perturbar até hoje.

Tenho ânsia só de relembrar desse caso e escrever sobre isso.

Nunca contei isso para ninguém, vocês são os primeiros.


obs: peço perdão pelos erros de português, escrevo na correria. Posso editar depois.
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2018.06.27 14:37 Lucy_Senna Lembrem-se da Mulher de Ló – Resenha

Oi, tudo?
Eu já escrevi essa resenha, há um ano... Achei interessante repostá-la aqui. Talvez eu faça resenhas de outros filmes torreanos se vocês quiserem, 'kay?
–––––––––––
Tenho que confessar uma coisa a vocês. Eu era ingênua e me surpreendi quando as TJs lançaram o filme do filho pródigo. Achei que depois daqueles antigos, ela tinha parado. Mas estava enganada. Começaram a vir filmes bem feitos, bem filmados, com roteiros novos. O primeiro foi Filho Pródigo. Muito forte (aka muito apelativo). Vieram outros filmes depois.
Quando lançou o segundo da nova fase torreana mostrando tempos atuais – "Estas palavras têm de estar em seu coração" – o hype causado foi grande. O trailer mostrava as cenas mais fortes, para no final, o filme não ser tão forte como parecia. Continuava apelativo e esse filme mostra o quão a Torre sabe ser abusiva e chantagita, mas particularmente não supera o primeiro. Aí o Corpo Governante se reuniu e discutiram "hm, parece que nossos escra— digo, ovelhas estão se distraindo demais com comédias mundanas. Vamos prendê-los mais e fazer nosso próprio romance".
Nisso, mais tarde lançou-se aquele filme romântico que eu esqueci o nome...mas não importa. É ruim. Conseguiu ser pior e é mais forçado com um roteiro fraquinho.
Quando a Watchtower recria as histórias bíblicas em filmes, fica realmente muito bom. Uh, talvez não os trechos da história de Jesus – tinha cenários muito pobres mas era para ser algo mais teatral. Já a história do Rei Ezequias ficou fantástica no sentido de pós produção. Eu não vi o filme de Jonas ainda, mas parece ter ficado fantástico.
Agora quando ela faz filmes com cenários atuais, nossa senhora, credo. Ano passado tivemos... "Lembrem-se da mulher de Ló." Lembram? Meus amores... Esse foi o pior filme que essa empresa já fez.
O filme tenta ser um filme "Sessão da Tarde", no humor e no visual. A abertura é super infantil e bobona.
Meu, o tio é apresentado como "tio". E só. A boa notícia é que isso é o menor dos problemas.
O filme começa com uma família tendo problemas financeiros, com muitas contas pra pagar, e a mãe da esposa dizendo que era bom trabalhar um pouco mais para eles não passarem um aperto maior. Ela disse d'uma forma bem escrota, capitalista e ridícula, mas isso não vou dizer que é irreal não. Acontece conversas assim mesmo, particularmente é cansativo ouvir papos assim. Depois de pensar e desobedecer o seu marido – que por sinal, é extremamente estúpido, dá muita raiva de assistir só por causa dele pelo fanatismo extremo e como ele trata a mulher como alguém inferior – ela se torna uma corretora de imóveis, melhorando muito a vida da família e esfriando com a religião. Nada de especial, nada de diferente.
(Olha, preciso avisar que eu não sei o nome de ninguém nessa história. Não, não foi má vontade, custei pra tentar.)
Então o pai começa a fazer estudo para converter um ser agressivo, mas gente boa. Ele tem uma família normal, mas retratada como bagunçada, por causa do tom de deboche usado na cena onde aparecem.
Por que a Torre sempre retrata que alguém jogando videogame é alguém fraco? Me poupe.
Acabam por ir na reunião e gostam do ambiente, mas no final o estudante se desentende com o instrutor – o marido da protagonista – quando ele percebe que um ancião é sustentado pela congregação, dizendo que estava vivendo nas costas dos outros. O que...não deixa de ser mentira, pois ele morava numa casa decente e tinha uma minivan na faixa dos seus $40 mil (vindo pra cá seria 120 mil fácil). Mas do nada, na transição do primeiro episódio pro segundo, ele decide ser uma TJ. Assim, do nada, pra nada, aquele pensamento que ele teve morreu num passe de mágica.
Ah. Eu ainda não falei da parte principal do filme, a esposa desse xarope. Ela é uma personagem que me causou pena e raiva ao mesmo tempo. Pena por ela só querer o melhor pra família, raiva por fazer isso mal feito. A moça mal acaba de ganhar o dinheiro e já começa a gastar, tudo bem! Eu ganhei meu primeiro salário do meu emprego novo e comprei um vestido de 700 reais. É super inteligente, sabe!
Isso só mostra o quão irreal e estúpida é a forma da Torre retratar alguém que só quer um pouco mais de conforto na vida, demonstrando a pessoa sempre se transformando numa materialista.
A atriz faz com que a personagem, através de seu olhar e expressões, seja encarada como a bruxa, alguém que se corrompeu e se tornou uma vilã. É estúpido, irreal.
As situações e suas devidas retratações da realidade são um show de horrores, todas. São super ilisórias, visões deturpadas e maldosas do "sistema". Famílias mundanas sempre retratadas como bagunçadas e com problemas. Colegas de trabalho sempre mau-caráter e agressivos. Há duas ou três referências (zombarias) escrotas contra homossexualidade. Em uma delas a mãe está vendo um programa onde um casal gay é protagonista, e eles são postos de costas pra provavelmente não dizerem em Betel que"irmão tal interpretou um gay". Ela os apoia – de jeito ridículo, dizendo "o mundo mudou" e sem nenhuma seriedade. Não falam de amor entre os LGBT, afinal, eles não pregam amor, mas sim ódio e medo. A outra é quando a colega da filha mais velha diz – desnecessariamente, dando a entender que "mundanos se exibem quando são não-héteros" – que tem duas mães, e o pai começa a ficar alterado com esse simples fato e já joga aquele discursinho de "seguimos o que está na bíblia". Há uma terceira, porém mais implícita. O colega da esposa sempre fica de costas também, e fala um pouco mais solto. Ouvi pessoas atrás de mim dizendo "ih é boiola", mas na dublagem BR (que sempre foi PÉSSIMA) ele não é tão solto nem fazia gestos femininos. É ridículo, nojento, tendencioso e desnecessário. Queriam mesmo abrir espaço para insultar essas pessoas – na qual eu e outros infiltrados estamos inclusos – de graça. O filme não mudaria em nada sem essas idiotices. A conversa do ancião com a guria foi desconfortável de se assistir também, bem invasivo.
Legal que o estudante se batiza, e bem rápido até. Normal hoje em dia. Só é moiado como é forçado e diria que até seja ilusório. Não sei aí aonde vocês moram, mas aqui arrumar um estudo bíblico é complicado.
A segunda parte termina com o marido da esposa ficando desumilde e recusando ajuda do estudante.
O filme dá vontade ver até o fim? Não, não dá vontade de ver até o fim. Estava na metade da segunda parte e já queria que terminasse. Escrevi essa resenha antes de ver a terceira parte e já perdi por absoluto o interesse. O final – aliás, os roteiros torreanos são bem previsíveis: tudo normal, desanda, desaba, meditam e tudo volta a ser feliz como antes num passe de mágica. Digo mágica porque é bem irreal, por exemplo, a irmã mais velha ter aprendido o lógico – o amor – e volta a ser fiel a Torre: voltando a ver coisas normais como erradas, só porque o trabalho era muito puxado e tinha "muita pressão". Como se na Torre não tivesse pressão, né. Essa menina ou arruma um emprego bem levinho ou não irá durar nada num emprego normal.
Ah sim, a terceira parte tem cenas completamente descartáveis: todo mundo muda num passe de mágica e todo mundo fica feliz. A mulher, ao não faltar à celebração, não perdeu a amizade de Jeová. Que lhindo.
Agora entendi porque minha mãe ficou num ódio mortal quando tive de faltar à celebração pra fazer uma prova. É, o deus todo amoroso vai chegar pra você, juntar os dedos e dizer "corta aqui, não sou mais seu amigo" por não ter ido a comemoração. Que maduro, hein.
Os filmes JW são bem irreais, mas este sem sombra de dúvidas foi o pior. Ele é muito forçado em criar situações, com algumas até aleatórias, como do nada a mãe da moça dizendo que estava com dores e ficando doente, e queria morar com ela. Tipo, "why". Enfaticamente nada do que ocorre naquele filme se dá de forma natural ou espontânea.
Além disso, o filme retrata muito mal ambos os mundos: o mundo normal – esse nem preciso comentar – e o próprio mundo torreano também. Sabe quando vocês lêem/ouvem que "dentro da organização serão felizes, e fora dela nunca serão"? O filme inteiro se resume a essa mensagem multiplicada por 7, de tanto que é jogado na sua cara, o que faz o filme ser muito ridículo e desinteressante de assistir, levando a pessoa normal (porque os TJs consideram como melhor filme do mundo) a caçoar do filme.
A qualidade da filmagem caiu. Nos outros filmes as filmagens eram bem feitas, me surpreendiam. É isso o que acontece quando decidem fazer filmes todo ano. A única coisa realmente boa e proveitosa que via nos filmes JW eram a qualidade da pós-produção, e se não fosse o filme de Ezequias, diria que essa qualidade se foi. Parece bastante que são duas equipes diferentes para produção de filmes: uma equipe fantástica que cuida das histórias bíblicas e outra bem moiada com uma mentalidade iludida para situaçõss atuais.
Os cortes são desconexos e inconscistentes, com o cara se mexendo duma forma, corta e ele tá numa posição bem diferente. Os ângulos de filmagem são bons até, mas tinha horas que não a direção não fazia ideia do que queria fazer. Falando em "não saber o que queria fazer", a abertura e efeitos de transição são infantis demais. E quando aconteciam no meio do filme, senti que estavam apressando as coisas porque de fato não é interessante. Nada é interessante. Mas acontece com frequência, e a transição é mal resolvida nos movimentos. Também não sei o que queriam passar com aquele efeito. Imitar seriado americano? Não sei. Ao menos o efeito da moça se tornando estátua de sal foi... Sei lá. A moça é muito bonita. Mas é bizarro, tenta fazer jumpscares – quando algo assustador pisca do nada na sua tela – e... Achei interessante aquilo ali, mas forçado e bizarro num filme desse naipe.
Só digo uma coisa, o filme é um show de horrores e um show de horrores amador. ★
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2018.02.25 09:01 Fabianomcs A troca (se gostarem mando mais) conteúdo e linguagem adulta!

 A Troca 
ROBERT atendeu o telefone tremendo, excitado: *"a-alo" *"oi" disse CLARICE, querendo parecer despreocupada *"oi, é a PRISCILA?" perguntou ROBERT ansioso, muito rápido, o que fez ele sentir um pouco de vergonha, estava se entregando. *"isso!" respondeu CLARICE bem alegre! *"tudo bem ? você tá meio nervoso? eu to!" falando bem rápido também , tentando deixar o momento mais relaxado. *"hahahaha é, mais ou menos, normal ne, ficar nervoso falando com uma mulherona como você " *"hahahaha ahhhh paaara!! você sabe que eu não ligo pra isso." *"mas deveria. você é linda demais! e Tem muitos malucos nesse mundo, você deveria tomar cuidado." *"eu tomo, te stalkeei online seu bobo. descobri TUDO." falando mais lentamento o tudo, pra dar um ar de superioridade mas também de comédia. *"aaahh tá!" disse ele, escondendo o medo na voz "até parece" *"HAHAAHAHAHAHAAH" RINDO ALTO MAS GOSTOSO "brincadeira seu bobo! ahahahah você deveria escutar a sua voz, você deve estar escondendo alguma coisa hein! " *"eeeeu?" controlando-se ROBERT fazendo a voz cool "claro que não, você já me conhece" Apesar de conhecerem-se online , era a primeira vez que se falavam no telefone, a primeira vez que ouvia a voz dela, seu riso o encantou da mesma forma que as fotos. Era uma graça , ruivinha, toda gostosinha. novinha , bem novinha como ROBERT gostava delas. Sua foto falsa no perfil das redes sociais permitia muitos contatos iniciais desse jeito. Quando encontravam-se, CARLOS o verdadeiro modelo das fotos , as levava até um lugar desolado de carro, pra fumarem maconha, beberem e relaxarem. aí ele as drogava e elas iam pra outro lugar.
*"mas me fala, vamos um dia desses ver um filme, sei lá.VOCÊ CURTE UM CINEMA NÉ." ROBERT perguntou tentando não parecer muito velho. *"AAHAHAH cara, eu posso ser novinha mas esse papo de cinema... vamos logo fumar um , escutando uma música lá em casa" *"na sua casa.. ?? Acho que não, PRISCILA. Você não disse que morava com umas amigas?" *"moro com uma amiga. mas ela também fuma. Tá viajando com o namorado , por isso te convidei né.. dãaa" numa voz tipo OBVIO NE BABACA ROBERT não era mais nenhum garoto. já estava começando a ficar careca e aparentava fortemente os seus 46 anos. também não era nada bonito , nem chegava perto do seu alter-ego CARLOS, moreno sedutor de garotinhas fazia um tipo Chris Isaac. ROBERT não podia deixar de cantar um trecho na cabeça de wicked game quando via o cara. Era engraçado. *"não sei, amore. Vou pensar sobre isso e te digo depois. sou meio contra de ir na casa dos outros, principalmente uma mulher sozinha, novinha como você. depois você fala que eu te estuprei sei lá, tem muita mulher maluca no mundo. Acho melhor a gente se falar mais um pouco , que tal?" *"queee isssso! um cavalheiro, nesses tempos de perdição! hahahaha" disse ela, tentando não parecer nervosa "você não entendeu, essa pode ser a ultima chance em muito tempo. eu devo me mudar em breve.aí não sei se depois de quanto tempo poderei receber um cara sozinha, pra fumar um beck , ouvir musica e dar uns beijos sem ter que me estressar. " *"ta ta taa você me convenceu já hahahha. não sou tão ótario assim a ponto de desperdiçar essa chance" Muito feliz, sorrindo demais. *"você pareceu bem otário online hahhah" disse ela respirando fundo. parece que ganhara essa.
A casa em petropolis era Longe do centro, praticamente um sítio. CARLOS iria na frente pra preparar o terreno enquanto ROBERT esperava no outro carro. parecia ser mais fácil do que pensavam, lugar isolado, iria pega -la e joga la na mala do carro. a longa viagem de volta iria acorda la e começaria o terror. quando chegassem em seu destino , so o passeio já a teria aterrorizado o bastante pra ele estar de pau duro. já estava de pau duro agora só pensando. Geralmente CARLOS demorava umas duas horas com elas, até fumar o baseado , escutar uma ou outra musica , a sedução. Ele gostava desse tipo de jogo de gato e rato dela confiar nele ao ponto de poder lava-la pra um lugar ermo. Ser tão cruel e inocente ao mesmo tempo!!! depois se ela bebesse com ele um vinho , colocava um boa noite cinderela no copo dela, ainda fingindo ser um gesto romântico e gentil..e se não bebessem, chegava ROBERT com o pano de clorofórmio..as vezes elas percebiam logo , por ele fazer muito barulho e elas ficavam aterrorizadas o que era uma pena. Carlos achava que a carne delas ficava melhor tenra. 3 horas e nada. ROBERT estava se preocupando, tentando não ligar para o cara, pensando em vestir a roupa de policial que tinha mala. Era bom eles terem esse esquema a muitos anos , era bom ter um parceiro nas suas fantasias mais loucas. eles tinham se preparado bem , sempre pensavam muito em como fazer essas coisas.Pena que a arma sempre ficava com CARLOS, ele tinha uma réplica de pistola mas era um covarde. Preferia suas vítimas presas e indefesas em seu poder. por isso sempre precisou de CARLOS, não conseguiria fazer isso sozinho. iria ligar primeiro, depois bateria na porta. CARLOS atendeu bem rápido, parecendo um pouco esbaforido. *"oi cara, to no banheiro. tava trepando. amigo... ela é demais" disse ele, meio rápido demais. *"porra, maluco!!! trepando??? achei que de repente tava guardando ela pra mim também né seu escroto ahhaha!! mas tranquilo de repente ela dorme e fica ainda mais fácil né. faz parte do jogo deixar ela bem relaxada" *"lógico! vou desligar, tenho que voltar , ela tá me chamando, TCHAU cara" mais estranho que o normal a voz dele mas a menina era muito gostosa, dava pra entender. demorou mais um pouco o celular vibrou WHATSAPP: Vem que ela ta pronta, a porta da frente tá destrancada, pula o portão. *"ESTRANHO. é difícil ele mandar um whats. mas foda se o importante agora era fazer tudo rápido antes de aparecer alguém , vai saber né. a garota pode estar mentindo ou alguém chegar mais cedo da viagem, poderia dar uma porrada de coisa errado, tenho que ser rápido." pensou A casa era gigante, com uns 8 quartos ou mais. tinha umas duas luzes acesas e era só, CARLOS era sempre bem cuidadoso com detalhes, um cara bom pra se trabalhar. ROBERT entrou sem fazer um som sequer tirando o baque dos sapatos batendo no chão após pular o muro. Estava em boa forma , e o muro não fora nenhum impecilho. a porta estava entreaberta. Um pequeno corredor pra colocar casacos e guarda chuvas , dava pra uma sala gigante, com lareira e tudo. pesadas cortinas fechavam as janelas, poltronas e um tapete completava o que ROBERT podia ver da casa. estava tudo escuro e ele tentava ajustar a sua visão, e vira uma mão como se alguém estivesse sentado na poltrona funda e enorme que estava voltada pra lareira. se aproximou devagar , olhando os quadros gigantes que emolduravam o que podia ver na escuridão, um homem e uma jovem, com roupas antigas era o destaque por cima da lareira ,algumas brasas ainda acesas . *"CARLOS??" disse em voz normal, não muito alto percebeu movimento no canto esquerdo dos olhos e se virou para o que parecia ser uma escada e uma pessoa descendo , uma figura de mulher envolvida por sombras. tentou achar os interruptores para acender as luzes mas não havia nenhum. *"que porra é essa" pensou "cade a merda dos interruptores?" *"quem está descendo aí?? aqui é a polícia, porra" geralmente isso faz as pessoas pararem , responderem , a policia do Rio não é pra se brincar. mas o silêncio que imperou o deixou morrendo de medo e a figura continuava sua lenta descida, sem fazer um som. se apavorou e tentou voltar para o corredor quando percebeu uma silhueta em volta da luz na porta, uma outra pessoa estava do lado de fora. A porta se fechou e trancou tão rápido que não permitiu a sua reação.A ultima coisa que sentiu antes de desmaiar foi o cheiro intenso de químico, provavelmente de clorofórmio enquanto alguém o agarrava com força por trás, tanta força que ele nem conseguiu se mexer.
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CARLOS deu dois toques na campainha e ficou esperando. Estava frio , eram quase 6 horas da tarde e tinha chovido. Estavam no meio de um inverno bem frio , até mesmo para os padrões de petrópolis. O portão abriu automaticamente e ele estacionou em frente da casa. Viu um movimento na porta da frente, e ela estava aberta. Foi adentrando a casa, devagar mas confiante para não estragar a sua vibe de gostoso. "priscila?" falou meio alto,no meio da sala escura e estranha. *"senta aí ! já to descendo!! bebe alguma coisa, tem um copo aí no encosto da cadeira!" gritou ela no altar de cima. *"beleza" respondeu, se sentando. A sala era bem velha, como se fosse decorada por alguém da idade de sua avó. Tinha uma lareira, alguns quadros, duas poltronas grandonas bem confortáveis de couro com encostos e lugares pra copo *"que nem no cinema!" pensou bebeu o melhor uisque da sua vida. que maravilha, nunca tinha sido tão bom, a vida era bela. ia pegar essa garotinha e quando menos esperasse estaria fazendo comida com uma das partes dela. as vezes era da bunda, as vezes os seios.. ele curtia cozinhar. acendendo o baseado,relaxou... e depois de 15 minutos estava dormindo. acordou e estava em outro lugar. algemado em uma trave de madeira em algum tipo de porão. a boca estava tapada com silver tape.Na sua frente uma pessoa com uma máscara de coelho estava sentada, olhando.Era uma mulher. *"eu peguei sua arma, então nem adianta tentar espernear ou tentar abrir as algemas. a coisa aqui vai demorar um pouquinho." disse CLARICE *"mmmmmmmmmm!!!!" tentou falar mas nada saiu obviamente. *"ta, olha só. eu vou ser rapidinha. eu sei quem você é. eu hackeio as pessoas , vivo disso. eu filmei o que você e seu amigo fazem. eu segui vocês eu vi o que você fez com uma menina. Cara você comer elas é uma ironia muito grande. puta merda eu vou tirar uma foto da sua cara quando você ver o que vai acontecer contigo hahahahaah" disse ela rindo muito e tirando a arma do bolso. isso fez ele se contorcer como uma minhoca. CLARICE colocou a arma na cabeça dele. *"mermão, para com essa merda" saiu da boca dela e era tão estranho, que ele parou realmente. ela parecia ser uma menina doce , ele ouvira a ligação que ROBERT tinha gravado, como ela conseguiu engana-lo tão facilmente? *"isso beleza. Agora escuta. só tem um jeito de você *NÃO morrer aqui. eu vou ligar pro teu parceiro lá fora e ele você vai dizer umas coisas pra ele. NADA de falar qualquer coisa com ele ou tentar avisar. algo nesse sentido eu atiro na sua cabeça na hora. Você entendeu?" fez que sim com a cabeça. tentaria avisar , sim mas com o tom da voz ao invés de palavras. vamos ver se ROBERT pescava. Depois da ligação, fez uma jogada, antes dela colocar a fita na boca dele de novo: *"Eu sempre mando uma mensagem de whats pra ele.Vai ficar estranho se eu não mandar" mentiu. *"pode ditar" disse ela com o celular na mão. ROBERT acordou no mesmo PORÃO que CARLOS mas algemado na parede como num castelo medieval. quanto tempo esteve dormindo.?? que porra é essa que tá acontecendo?? *"eei! o que tá acontecendo aqui!", gritou "me solta filho da puta, senão eu te mato!" ele sentiu outra pessoa no canto escuro a direita, alguém com máscara mas não dava pra ver o que era. *"ROBERT"? ele reconheceu a voz de PRISCILA. *"pri, é você?" respondeu. *"sou eu!" disse ela desesperada. *"tambem estou presa aqui!!" Era um angulo estranho para ve- la direito e a escuridão do recinto apesar de não ser completa (havia uma pequena fonte de luz em algum lugar) era bastante escuro pra não ver que ela estava solta. *"meu deus o que tá acontecendo" "é algum maluco" disse ele desesperado. "temos que tentar nos soltar" *"hahahahah eu não aguento hahaah" riu CLARICE, deixando o totalmente confuso. "não, robert. maluco aqui só você e seu amigo CARLOS"
 3 
Mesmo fechando os olhos, ROBERT não conseguia afastar a lembrança da criatura comendo CARLOS vivo. seus gritos nunca sairão da sua mente. já preso a 3 dias, mas recebendo comida e água o corpo apodrecido não o deixava dormir. PRISCILA tinha vindo e contado tudo a ele. Como hackea-lo tinha sido fácil, como eles deixaram o sucesso de nunca terem sido apanhados subir a cabeça ao ponto dele postar algumas coisas na deep web. Como o orgulho dele haviam condenado os dois. Depois ela passou um video, só mostrando a ele coisas que fariam com ele, torturas medievais da igreja católica que mostravam um mundo de dor, e formas de morrer bem lentamente, sofrendo muito. Tinha um homem no vídeo pedindo para morrer. Depois veio a criatura.
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2017.09.22 05:23 cocacolacomcafe Sobre como pensar demais me colocou na borda do suicídio

Hoje vi a postagem do JealousAcoraceae sobre a vontade de querer parar de pensar. Eu ia fazer um comentário lá, mas é muito provável que o relato aqui pode ajudar ou mostrar novas perspectivas pra mais alguém no mesmo problema. Vale lembrar que foi o que funcionou pra mim, não tive acompanhamento psicológico durante esse tempo (mesmo que eu tivesse tido antes) e me considero um cara de muita sorte por ter pensado do melhor modo pra eu sair desse problema. Não vou fazer TL;DR porque não vejo necessidade.
Eu sempre me comparei com os outros, sempre fui muito focado nos meus objetivos e tento ser o melhor possível quando procuro fazer algo. Porém nunca fui um bom aluno, reprovei 1x na escola, 3x na faculdade e essa minha mania de comparação me fazia eu me sentir um merda. Como assim eu não vou conseguir ser bom? Como assim meu irmão que tem exatamente a mesma educação que a minha é um cara bem sucedido hoje e eu até agora batalho um bocado pra poder pagar pelo menos meu aluguel? Eu devo ser um merda mesmo e não enxergo.
Pensamentos assim começaram a me afogar, eu me sentia um bosta, mas escondia isso muito bem. Acho que por uma necessidade de não deixar todo mundo descobrir que sou um bosta mesmo. Esse meu disfarce foi muito bom, porque consegui namorar, tive muitos amigos, consegui levar uma vida socialmente boa, mesmo que eu fosse o "estranho" do grupo. Mas o tempo todo eu pensava sobre o quão bosta eu tava me tornando. Isso na época da escola.
Pensamentos suicidas apareceram pra mim no primeiro colegial, minha namorada da época chegou pra mim quando reprovei e disse "se reprovar de novo a gente termina". Uma professora minha chamou meus colegas e falou "gente, ajuda ele, ele não vai conseguir". Ouvi minha mãe chorando com o meu pai uma vez e ela disse "eu não sei o que a gente vai fazer com ele". Meu irmão brigou comigo uma vez e disse que eu devia ser burro de verdade. Minha mente foi definhando do ponto de vista da sanidade. Todo mundo era melhor que eu. Todo mundo. E eu ficava ainda mais puto quando tentavam me ajudar, porque falavam como se eu não estivesse enxergando o quão ruim eu tava sendo como aluno e o quanto eu tava ferrando com o meu futuro, porém eu tinha plena ideia disso tudo.
Eu cheguei num ponto de acreditar que ninguém ali, absolutamente ninguém, ia sentir a minha falta depois de morto. Na verdade iam, porém a sensação da perda ia passar. Eu tinha isso na minha cabeça. Só que eu não tinha a coragem. E ainda bem que eu não tive essa coragem.
Essa minha mania de pensar demais acabou por ser boa, porque eu consegui focar em pensar demais sem querer prejudicar alguém (incluindo eu). Comecei a pensar "se eu não vou ser bem sucedido profissionalmente, pelo menos eu vou ser uma boa pessoa". Porém ainda não era o suficiente. Os pensamentos estavam fortes, mas eu sempre me gabei do meu auto controle e tenho que me gabar sempre mesmo, porque se não fosse isso, eu já tinha pulado fora da vida, ou feito sei lá o que.
Na faculdade eu tive épocas de passar uma semana ou mais onde eu simplesmente não saía do meu quarto. Morava em uma kitnet onde só tinha o quarto e um banheiro. Eu tinha um frigobar e um microondas, então tinha comida pra semana inteira. Internet era meu asilo.
Certa vez me peguei lendo um artigo sobre a necessidade de socialização humana e os perigos que a reclusão social podiam trazer. Me deu um clique e caiu minha ficha de que eu tava ficando doente. Parei de usar meu frigobar, peguei ele e o microondas e mandei pra casa dos meus pais na minha cidade natal. Agora eu não tinha comida pra semana inteira. Foi a melhor forma que arrumei pra levantar e sair dali, agora todo dia eu ia no mercado comprar comida ou num restaurante almoçar. Ou era isso, ou era a fome. Olhei no espelho, barba rala mal feita, cabelo bagunçado, eu tava um bagaço. Quem ia querer conversar comigo daquele jeito? Ninguém, eu pensava.
Uma vez me chamaram pra tomar um tereré numa rep, eu gosto de tereré e achava melhor essas rodinhas durante o dia do que festa, porque você não se sente tão obrigado a conversar. Fiquei feliz por um momento, afinal eu pensava que ninguém tava disposto a querer trocar uma ideia comigo. Me arrumei, olhei no espelho, queria dar um tapa no visual, mas que se foda: basta fazer uma cara de paisagem e parecer interessado no que falam, que as coisas fluem. Não tão bem quanto deveria, mas fluem. Então fui.
... Vou adicionar algo que pensei aqui e acho válido: sempre vão te convidar uma vez ou outra pra alguma coisa, abraça isso sem pensar muito sobre, ou então vão parar de te chamar depois de tentarem umas três vezes.
Cheguei lá, deram uma zoada no meu bigode que realmente tava escroto, e comentaram "poxa, finalmente que saiu da sua caverna ein". Na hora fiquei absurdamente desconfortável, mas pensei comigo e eles tinham razão em comentar. Conversaram um tempo, eu cansei depois de meia hora, mas consegui aguentar uma hora e meia. Levantei, disse que eu tinha que terminar uns trabalhos e vazei.
Cheguei em casa, tirei o tênis (adoro ficar descalço), coloquei um som tranquilo no PC, deitei na cama e fui pensar na vida. O evento acima repetiu outras vezes e foi durante essas saídas que uma menina disse pra mim "fulano, você pensa demais, para". Continuamos conversando depois disso, mas isso ficou ecoando na minha cabeça. Cheguei em casa e repeti o evento na minha cabeça. Deitei na cama e pensei sobre. Esses momentos de reflexão tentando não me martirizar e entender que cada pessoa tem seu mundo e pontos de vistas diferentes me ajudou demais. Eu comecei a entender como tudo funcionava. Até que reprovei a segunda vez na faculdade.
BUM. Um soco na cara. Só que neste momento eu já tinha um convívio social maior, eu conseguia entender a minha importância na vida das pessoas, aprendi a ouvir, aprendi a falar, aprendi a conversar, gosto de dizer que aprendi a viver em sociedade. E muita gente se abria comigo sobre os mais variados temas, porque eu sentava do lado e ouvia. Não queria falar. Queria ouvir.
A vontade de me matar voltou a ecoar na minha cabeça, devia fazer um ou dois meses que eu nem sequer pensava nisso. E foi até bom essa vontade voltar pra discutir comigo depois de um tempo, porque eu consegui me posicionar melhor sobre a situação. Meus pais por mais que tenham convicção de que não serei bem sucedido (nunca me falaram isso, só imagino), eles precisam de mim, porque foi eu que mantive o peito erguido pra todos os perrengues psicológicos que eles passaram, e se eu sumir desse mundo, não tem irmão bem sucedido que vai conseguir segurar os dois desabados. Já tinha amizades que me consideravam muito por eu ser direto nas palavras sem ser mal educado ou parcial, vivo da sensatez e muita gente me considera demais por isso. Nessa reflexão sobre o meu possível suicídio me caiu a ficha sobre como enxergar a minha importância na vida das pessoas. Eu sei que nem todo mundo quer ter essa importância, só que gosto de ser importante pros outros e foi isso que encontrei pra ter coragem de acordar mais um dia.
Nesse meio tempo aí em cima eu tirei meu projeto de bigode mal feito, cortei o cabelo, comecei a fazer uns exercícios em casa, engordei 30kg (tinha 1,85m e pesava 50kg antes), aprendi a conversar, olhar no olho pra falar, puxar conversa, beber, manter contato com quem me considera (é a parte mais difícil até hoje). E o melhor de tudo: aprendi a ser ignorante.
Não ignorante retardado, ignorante de relevar as coisas. Pessoas erram, pessoas se fodem, a vida é aleatória, merda acontece o tempo todo, a gente não pode controlar as coisas que o universo joga na nossa vida. MUITA reflexão e MUITO tempo teimando comigo mesmo pra tirar algumas coisas da cabeça foram gastos, mas aprendi. Aprendi a relevar. To feliz com o fato de ter reprovado 3 anos na faculdade? Absolutamente não. To feliz com as cobranças dos meus pais e dos amigos sobre quando eu me formo? NUNCA mesmo. Dizer que a vida é linda é brega e é mentira, mas o fato da gente viver isso, de ter capacidade de fazer coisas maravilhosas tanto pra gente quanto pros outros, de ter um bichinho de estimação que te recebe na maior felicidade todos os dias, expressar as coisas através da escrita, da arte, do som, tudo isso faz a vida valer a pena. E ver pontos de vistas de diferentes pessoas é como ver um universo novo. Não gosta disso tudo? Tem outras saídas: construir algo novo, aprender uma habilidade diferente, desenvolver teorias, etc. Tem muita coisa pra fazer ou ser nessa vida. Mas não vai pensando que você tem a obrigação de fazer a diferença no mundo.
Foram 9 anos. NOVE anos nos quais eu fiquei lutando comigo mesmo. É muito tempo, eu sei, e foi muito tempo pra mim porque não procurei ajuda. E me arrependo. Se eu pudesse voltar atrás, com toda certeza eu teria ido em um psicólogo e com toda certeza minha vida seria diferente. Eu só tenho a agradecer por eu ter sido sortudo o suficiente e acertado nas minhas ideologias e nas mudanças que fiz. Mas repito: eu tive sorte, e contar com a sorte não é nada favorável a longo prazo. Se você tem qualquer pensamento ruim como os citados acima, procura uma ajuda profissional. Não é feio, não é lamentável, não é vergonhoso e você vai ser uma pessoa muito melhor.
Seis pessoas já foram pra um psicólogo por indicação minha. Dessas 6, zero ficaram neutras sobre o resultado. Todas elas ficaram assustadas com o resultado que deu, porque ajudou muito. E eu sei disso, porque já fui também, depois de tudo que passei e contei aí em cima. Foi a 3a vez que fui na minha vida, e cada vez que retorno é muito melhor.
Só não desiste.
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2016.07.18 14:45 999Luzeiro A praia está perdida

publicação original no Medium
Eu sempre subi àquele terraço em dia de festa. A arquitetura brutal, o piso grafite e a irremediável falta de uma paisagem que preste (comum à capital, aliás), jamais foram capazes de reduzir a alegria que sinto ao visitar minha única irmã. Percebo, desta vez, que o luto se expressa pelas varizes nas paredes que rodeiam a escada, no metal frio e azedo do corrimão e, finalmente, na sensação de pisar em um cinzeiro proporcionada pelas placas erodidas do piso. A feiura é oportunista, e no dia de hoje, saiu em carnaval.
Lá estava o meu cunhado, abaixo de uma das pontas do varal, investigando pelos espaços vazios do gradeado uma possibilidade de escorrer pelas paredes externas do prédio de nove andares. “Você comeu, Felipe?”, foi o meu único cumprimento possível, e “Hum, comi” foi a única resposta que lhe pareceu honesta. É claro que comeu — alguma vez na vida — mas duvido que tenha tido estômago para reiterar tão prazeroso e exigente hábito, hoje. Hoje não, pois o meu cunhado, marido da minha única irmã, perdeu o único filho. Meu único sobrinho e afilhado. Minha dor não é pequena, mas no topo do pódio da orfandade inversa, temos a minha irmã, coroada de espinhos e de cama há dois dias. Em seguida, Felipe Remador, estático no terraço em pleno inverno e com o estômago vazio. Talvez eu em esteja em terceiro lugar, junto com a namorada do Léo, não sei. O que sei é trago as notícias, como um relâmpago invisível que transformará os tímpanos do ouvinte em peito.
“Escuta, Felipe.” E descrevo como um apresentador de telejornal excessivamente soturno o desdobrar dos fatos do dia: encontraram o corpo preso ao recife, poucas escoriações, a causa mortis foi mesmo o afogamento, está tudo acertado para o enterro amanhã, no Parque da Colina. Falei com a mãe da namorada, ela não vai, está em choque. Aquele menino, Raul, ainda não voltou a Belo Horizonte. Me ligou do celular do Léo, estava com uma voz tenebrosa. Está tudo pago, não se preocupa. Eu estou muito bem empregado e não é hora de falar disso. E dou sequência, como ventania: “Preciso te contar uma coisa, Lipe, o Léo me ligou no dia anterior ao sumiço, e a conversa estava mais estranha do que de costume…”
“Eu comi, sim. Tem macarrão, se você quiser.” E me corta como se nos falássemos pela internet, com enorme atraso. E começa a me contar do filho: coisas que eu já sei, mas só me resta ouvir mais uma vez.
Leonardo Remador nasceu com o cordão umbilical em volta do pescoço, sem choro e nem desespero. Nasceu sorrindo. O obstetra achou que estava se contorcendo pelo sufoco, mas não: era um sorriso mesmo. “Esse é forte, corajoso” — daí ‘Leonardo’ — disse, para encher o pai de orgulho, enquanto a enfermeira entregava o Príncipe aos braços da mãe. Era um Príncipe, quase enforcado, porém um Príncipe, como são todos os recém-nascidos após a Proclamação da República. Não parava de se mexer e olhar ao redor, como se procurasse por mais um corda para se amarrar, e se apertar.
Começou a andar com oito meses (o que o pediatra considerou um recorde) mas o pai já reparava que muito antes o guri já ensaiava ficar de pé. Era uma brincadeira nervosa: apoiava-se nos joelhos e esticava as pernas trêmulas, e em dois segundos caía. “Toda criança faz isso”, diz o pediatra sem querer estregar o encantamento do recém-pai. “Não”, continua Felipe, “ele não cai e chora. Ele cai a dá a maior gargalhada. E se levanta e se joga de novo. E ri. Se já soubesse falar ia chamar isso de ‘brincadeira da gravidade’, sei lá”. E descreve a forma como o filho olha para baixo ao cair, como se quisesse testemunhar cada segundo do trajeto. “Às vezes o Léo tem um senso de humor maior do que o das outras crianças”, desconversa o jovem doutor, voltando os olhos adestrados ao monitor adestrador do computador.
Aos cinco anos chorava e dava escândalos quando o pai se negava a dar uma volta de motocicleta com ele pelo quarteirão. Quando o seu desejo era atendido aos finais de semana, voltava para casa dócil e calado, prestes a cair no sono e recompensar os pais com o silêncio que o casal tinha antes do Príncipe ter vindo ao mundo.
E ele foi ao mundo: no futebol, só jogava como goleiro pois nas outras posições não podia atirar-se pelos ares e havia menos risco de levar uma bolada na cara. Na natação, perdia as instruções do professor por se interessar mais pela apneia. Se deu melhor nas artes marciais, para o desespero de sua mãe que não suportava ter que aplicar curativos duas vezes por semana. Finalmente, na puberdade, a coragem e o senso de humor exagerado tornaram-se insuportáveis. Gostava de provocar o pai pelo simples prazer de escutar sua voz engrossar e ameaçá-lo. Sentava-se na janela para ouvir música e balançava-se para frente e para trás em um ângulo cada vez menos agudo, cantarolando sossegado até que a mãe o via do corredor e gritava de susto. Só se interessava pelas garotas que já tinham um namorado, e aos treze anos voltou para casa com um olho roxo e os lábios rasgados por roubar um beijo de uma garota mais velha que estava a dois metros do cara mais velho ainda que a namorava. Os pais concordavam que aquilo não era rebeldia pois sempre que aprontava alguma o adolescente passava os próximos dois ou três dias obediente e calmo. Ele tinha ideias que beiravam a burrice e após um longo ano de acidentes e notas baixas, foram atrás de especialistas, pois o primeiro médico que o tocou estava mesmo errado. Leonardo, segundo o psicólogo, era um bom rapaz, mas era melhor ir ver um psiquiatra. O psiquiatra — que por curiosidade saltava de para-quedas nos finais de semana — também não viu nada de errado no garoto, mas por via das dúvidas, recomendou um amigo neurologista. Após mapear o cérebro de Léo, confirmou a boa saúde mental do rapaz, mas seguiu uma pista em sua circulação sanguínea nos exames de rotina que o levava a crer que o nível de adrenalina era muito mais alto do que o normal. Com a ajuda de um endocrinologista constaram que a coragem de Leonardo era na verdade uma doença rara em suas glândulas renais que produziam uma quantidade excessiva daquele hormônio, viciando das íris aos pulmões, passando pelo coração e todos os músculos. O pai teve que vender a moto e um carro, mas pagaram o tratamento e aos dezesseis Léo já não andava mais com sua bicicleta sem freios pelo bairro. Apesar de não ser dos mais espertos ou um dos mais bonitos, tinha um talento único com as mulheres, já que a possibilidade de rejeição o atraia, coisa que não existia em homem algum. Aos dezenove, arrumou uma namorada sem namorado, Júlia, e achava o máximo quando a menstruação dela atrasava alguns dias, e é claro que não era nem um pouco favorável ao uso de preservativos. Dizia apenas que era uma pessoa simples e que gostava das diversões curtas pois a vida, em si, era mesmo curta. Raul, um dos seus amigos mais antigos, ria e dizia que o problema é que os momentos simples de Léo poderiam encurtar a vida mais ainda. Era grato ao parceiro, pois mesmo sem se interessar por um baseado, Léo era o único disposto a entrar com ele nas favelas para comprar aquele mato amassado.
Apreensivos, os pais viram o garoto tirar a carteira de motorista. Nenhum problema, a não ser as multas por excesso de velocidade que eram pagas pelo próprio rapaz, que se virava na papelaria do pai do Raul. As pessoas que conviviam com ele acabaram se acostumando e até mesmo os pais deixaram de se preocupar tanto e esqueceram que “o jeito dele” era um problema sério. Júlia, segundo um psicanalista freud- ou junguiano (precisamos diferenciar charlatões?), no fundo morria de tesão por caras irresponsáveis, Raul (nas palavras de uma pedagoga do Ensino Médio) também não era exemplo de comportamento e assim Leonardo tocou sua vida abusando da sorte.
Acontece que, mineiro que era, Léo poucas vezes foi ver o mar, e só o fez ao lado dos pais, que não gostavam muito de areia. Aos vinte e um foi ao litoral capixaba com Júlia, amigos dela e o tal do Raul. Uns dois ou três dias antes da data da volta para casa, Léo me ligou. Ouvi o pequeno trip journal que, não sei porque, decidiu me contar ao custo de todos os créditos do seu pré-pago. Começa bobo e vai escurecendo, como a apresentação de um palhaço trágico, e eu me arrependo de não ter anotado algumas partes, ou gravado a conversa toda.
Em janeiro, o sol derramava-se do alto e refletia na areia e no mar, queimando sua pele branca e agredindo seus olhos não muito escuros. Gostou daquilo, mas logo à frente estava algo que o seduzia muito mais, o próprio mar. Não entendia como tantas pessoas aguentavam ficar o dia inteiro sentadas em cadeiras de plástico bebendo e comendo ao redor dos quiosques sem nem se aproximar das ondas. Logo no primeiro dia, subiu com Raul em um morro baixo com os pés descalços e sentaram-se em rochas negras que um dia formaram um coral. Enquanto o amigo apertava um, viu uma mulher alta e bronzeada, de cabelos morenos e músculos bem definidos mergulhar nas águas e nadar por quatro minutos, sem parar, traçando uma linha quase reta. Ao distanciar-se da praia, as ondas tornaram-se maiores e algumas pessoas já acenavam para que ela voltasse. Desapareceu atrás das ondas por alguns segundos, e, depois, sorrindo, nadou de volta como se estivesse em uma piscina rasa. Gostou daquilo.
Nadou com Júlia um bom tempo pela tarde, sem se arriscar de mais. Toda vez que olhava para a linha do horizonte, se distraía a ponto de deixar de escutar o que a namorada falava. Lembrou-se de como aquela morena conseguiu ir tão longe com tanta calma. Gostou daquilo, mas gostou de mais. À noite, após uma bebedeira na casa dos pais de um dos amigos de Júlia, Léo teve sonhos agitados. Quando acordou, lembrou-se de três: primeiro, mordia o cano de uma arma de fogo que um homem encapuzado que apontava para sua cabeça, rindo da falta de coragem do assaltante em disparar. Em outra situação apontava para a namorada que trocava de roupa, mostrando para Raul. Por fim, sonhou que nadava no fundo de um lago e respirava normalmente embaixo d’água, sem precisar voltar à superfície.
Saiu sozinho para comprar pão e o que mais precisassem. Como em qualquer cidadezinha do litoral do Espírito Santo, encontraria uns cinco botecos para cada padaria ou mercearia — se a mercearia vender cerveja, não sei dizer como ficaria a conta, mas enfim, por uma questão estatística decidiu tomar uma antes de cumprir a sua missão de levar comida à namorada e aos amigos.
Ao final da primeira garrafa daquela cerveja fraca mas bravamente gelada, Léo olha em volta e percebe a presença da nadadora alta e morena. Não a tinha visto ali, sozinha na outra ponta do balcão, que era em éle e permitia tal ponto cego. A moça olhava para ele e achava graça da miserável atitude do menino de quase torcer a garrafa que já havia acabado. Ofereceu a sua, cheia, e lá vai Léo conversar fiado com uma mulher linda e aparentemente solteira ao invés de levar pão para a namorada. “Ela achou o meu sobrenome o máximo, tio. Disse que eu devia nadar muito bem, porque, ‘Remador’, né. Mas já devia estar bêbada. Achava graça de tudo. Meio doidinha, acho que não estava me dando mole, só tentando escapar de um cara lá que não parava de mexer com ela. Mas eu não vi o cara. Eu estava tranquilo também, cê sabe que eu gosto muito da Júlia. Mas então, cê lembra daquela menina que nadava comigo na equipe da escola? Você já deu carona pra ela. É a cara, tio. Eu pensei que fosse ela.” Tirei o celular do ouvido para ver o tempo da conversa no display. 52 minutos. E o menino não parava de falar. “Vai comprar o pão, ô sem vergonha.” E ele me obedeceu e desligou.
Olha, apesar dos quarenta e poucos, eu sou um homem bonito. Na verdade, eu sempre fui. E mesmo assim, uma morena dessas nunca me abordou em boteco copo sujo de praia. Só uns tios e uns hippies para me pedirem o isqueiro. E eu adoro morenas, Léo.
Léo.
O que aconteceu com você? O Raul me contou de uma briga com um rapazinho local — aliás, eu preciso achar o Raul — e agora as hipóteses florescem na minha imaginação, que não tem sono desde o contato da polícia.
Passaram os próximos dias longe da praia, fazendo trilhas e visitando os arraiais à procura de festa. Com Júlia sentada em seu colo (eu só via vocês nessa posição, encaixavam bem, até), estava em um boteco ao lado da praça da igreja de uma vila. Bebiam cerveja e viravam doses de cachaça da pior qualidade enquanto um forró soava indecifrável abafado pela voz de umas dezenas de pessoas que ocupavam as calçadas. Foi surpreendido por um grito de Raul que levantava a voz para um adolescente, prestes a agredi-lo. Pediu para Júlia levantar-se, a garota não atendeu imediatamente e quase foi derrubada no chão por um homem de sorriso estranho que até o minuto anterior era o namorado que com carinho passava as mãos quentes em suas pernas. A coragem imbecil que custou um carro e uma moto ao pai de Leonardo agarrava o adolescente pela nuca e bateu o rosto do rapaz com força em um banco de madeira e ferro da praça. Enquanto o sangue corria, alguém acertou uma cadeira nas costas de Léo, enquanto três ou quatro homens mais velhos corriam atrás dele, que escapava. Sumiu no mato, rasgou a perna esquerda nos galhos (uma das escoriações não era de coral, mas aparentemente de vegetação rasteira) e encontrou uma estrada de terra que seguiu por mais de uma hora caminhando devagar, sentindo seu corpo em chamas por conta do coração que parecia ter dobrado de tamanho.
Não sabia o motivo da briga de Raul e nem se importava. Também não se importava da grosseria com a namorada e nem com o fato de que provavelmente alguns homens o perseguiam em uma caminhonete, moto ou jipe com pedaços de pau ou uma pistola semi-automática embaixo do banco. Exausto, alcançou a praia. Sentou-se na areia e viu o sol nascer, vermelho como se estivesse se pondo. Realmente, o sol se punha para você, meu afilhado. Viu uma pessoa caminhar onde as ondas quebravam, chegou mais perto e reconheceu a mesma mulher de cabelos negros que viu no primeiro dia no litoral. A do bar (que… coisa é você, mulher? Shinigami?). Ela ignorou sua presença e mergulhou, nadando mais uma vez em ritmo forte e veloz, até desaparecer na espuma de uma grande onda que quebrou prematuramente. Mergulhou também. Seu corpo em chamas mal percebeu como a água estava gelada. Nadou em compasso olímpico esticando todos os seus músculos, estirando seus pulmões, sugando todo o ar salgado que havia em quilômetros cúbicos. Sem parar as braçadas, abriu os olhos e viu que a mulher nadava ao seu lado, fechou os olhos que ardiam com o sal e quando abriu de novo, ela já não estava mais lá. Quando finalmente parou, viu que ela voltava, derrotada e humilhada pelo novo recordista daquela praia.
Enquanto a água esfriava, olhou para o céu e ficou finalmente satisfeito de uma forma irracional, a única forma que sentia-se satisfeito na vida. Todo o seu corpo vibrava, o prazer era tão grande que balançava os pés sem cansar pra manter-se na superfície sem se cansar. Quando o corpo doeu pelo frio que fazia, decidiu voltar, mas quando olhou para a praia, ela estava distante e uma névoa baixa ia convertendo-a em um ponto invisível naquela imensa massa azul. O corpo esfriou, os pés pararam de se mover, os braços penderam-se ao lado do quadril. Quanto maior o músculo, mais forte a dor da cãibra, e as panturrilhas de Léo pareciam dois mamões. Afundou em silêncio, e sonhou de novo. Sonhou que nadava em um lago escuro e podia respirar embaixo d’água. Sonhou que estava na praia e nadava em direção ao horizonte. Quando quis voltar, a praia estava perdida.
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2014.12.16 01:10 bosquefeliz [ESTUPRO, VIOLÊNCIA, MISOGINIA, ABORTO, DITADURA]

Texto que roubartilhie de uma amiga minha:
Bem, como todo mundo deve saber, já saiu o relatório da Comissão da Verdade. Eu dei uma lida nele todo e tô focando mais naquela parte que fala sobre as violações contra mulheres. Se alguém quiser ler, está aqui: [http://www.cnv.gov.b…/rel…/Relatorio_Final_CNV_Parte_3.pdf]
Antes de começar a falar o que pretendo, vou colar alguns trechos dos relatos das mulheres.
"1) Eu fui muito ofendida, como mulher, porque ser mulher e militante é um karma, a gente além de ser torturada física e psicologicamente, a mulher é vadia, a palavra mesmo era “puta”, “menina decente, olha para a sua cara, com essa idade, olha o que tu está fazendo aqui, que educação os teus pais te deram, tu é uma vadia, tu não presta”, enfim, eu não me lembro bem se no terceiro, no quarto dia, eu entrei em processo de aborto, eu estava grávida de dois meses, então, eu sangrava muito, eu não tinha como me proteger, eu usava papel higiênico, e já tinha mal cheiro, eu estava suja, e eu acho que, eu acho não eu tenho quase certeza que eu não fui estuprada, porque era constantemente ameaçada, porque eles tinham nojo de mim. E eu lembro que no dia em que nós fomos presos, exatamente no dia 4, nós tínhamos estado em Cascavel, e quando a gente saiu da ginecologista, tinha um veículo militar, mas a gente em momento nenhum pensou que eles estivessem vigiando a gente, eles já estavam no encalço da gente, eles seguiram, esse dia eles nos seguiram o dia todo. E o meu marido dizia, “por favor não façam nada com ela, pode me torturar, mas ela está grávida”, e eles riam, debochavam, “isso é história, ela é suja, mas não tem nada a ver”, enfim. Em nenhum momento isso foi algum tipo de preocupação, em relação [...]. Eu certamente abortei por conta dos choques que eu tive nos primeiros dias, nos órgãos genitais, nos seios, ponta dos dedos, atrás das orelhas, aquilo provocou, obviamente, um desequilíbrio, eu lembro que eu tinha muita, muita, muita dor no pescoço, quando a gente sofreu choque, a gente joga a cabeça pra trás, aí tinha um momento que eu não sabia mais onde doía, o que doía em todo lado, mas enfim. Certamente foi isso. E eles ficavam muito irritados de me ver suja e sangrando e cheirando mal, enfim. Eu acho que ficavam até com mais raiva, e me machucavam mais ainda.
2) Eles diziam: “Onde já se viu! Acabou de parir e tem esse corpo! É porque é uma vaca terrorista”. [...] Aí começaram a me chamar de Miss Brasil, porque tinha uma vaca de verdade, leiteira, que ganhou um prêmio [...] Uma vaca chamada Miss Brasil, a vaca ganhou um prêmio. Um daqueles caras, o Tralli, trouxe um jornal que mostrava a vaca e rasgava o jornal e passava em mim. Outra coisa é que eles me tiravam a roupa [...] tinha uma escrivaninha e eles me debruçavam nua com o bumbum para cima e eles ficavam enfiando a mão. Penetração, não tive [...]. Ele me beliscou inteira, esse Tralli. Ele era tarado.
3) Começaram a me bater. Eles me colocaram no pau de arara. Eles me amarraram. Eles me deram batidas. Deram choque. Eles começaram dando choque no peito. No mamilo. [...] Eu desmaiei. [...] Eu comecei a sangrar. Da boca. Sangrava de tudo quanto era... da vagina, sangrava. Nariz, boca... E eu estava muito, muito mal. [...] Veio um dos guardas e me levou para o fundo das celas e me violou. [...] Ele falou que eu era rica, mas eu tinha a buceta igual a de qualquer outra mulher. Ele era horrível [choro].
4) Foi nesse quadro, na volta, que o próprio Nagib fez o que ele chamava de “tortura sexual científica”. Eu ficava nua, com o capuz na cabeça, uma corda enrolada no pescoço, passando pelas costas até as mãos, que estavam amarradas atrás da cintura. Enquanto o torturador ficava mexendo nos meus seios, na minha vagina, penetrando com o dedo na vagina, eu ficava impossibilitada de me defender, pois, se eu movimentasse os meus braços para me proteger, eu me enforcava e, instintivamente, eu voltava atrás.
5) Na questão da mulher, a coisa ficava pior porque... quer dizer pior, era pior para todo mundo, não tinha melhor para ninguém, né? Mas [...] existia uma intenção da humilhação enquanto mulher. Então, o choque na vagina, no ânus, nos mamilos, alicate no mamilo, então... eram as coisas que eles faziam. Muitas vezes, eu fui torturada junto com Celso Brambilla porque a gente sustentou a questão de ser noivo. Eles usaram, obviamente, essa situação, esse vínculo, suposto vínculo, além da militância, que seria um vínculo afetivo também, para tortura. Muitas vezes, eu fui amarrada com o rosto na genitália do Celso, e dado choque, enfim... fios amarrados em nós, para que levássemos choque no pau de arara [...] Uma das coisas mais humilhantes, além dessas de choques na vagina, no ânus, no seio, foi que eu fui colocada em cima de uma mesa e fui obrigada a dançar para alguns policiais, nua. Enquanto isso, eles me davam choque. [...] Celso estava sendo torturado ao lado, também com choque elétrico, me vendo nessa situação."
Estes são 5 relatos dos vários que há nos relatórios. São cinco relatos de mulheres que foram violadas de todas as formas possíveis - física, sexual e psicologicamente. Como uma das moças relatou, não era bom para ninguém, mas para as mulheres era duplamente pior, já que havia a vontade de humilhar as que ousaram se envolver em questões políticas, na militância, nos movimentos femininos e socialistas... e aí, meus/minhas amigos e amigas, o cerne da questão: quem defende a ditadura, automaticamente defende abortos forçados, estupros e violações do corpo dessas mulheres. Quem defende isso - principalmente homens -, defende que mulheres sejam estupradas em determinadas circunstâncias.
E é neste ponto em que encontramos Bolsonaro: um homem branco e ex-militar que defende a volta da ditadura. Um homem branco que humilha uma deputada perante todos os outros homens. Um homem branco, um homem rico, um homem, enfim, privilegiado em todos os aspectos sociais. E o problema em si não são os seus privilégios, mas sim, o discurso que eles acarretam. Pedir a volta da ditadura, clamar para um novo golpe militar, rir de mães que procuram os corpos de seus filhos desaparecidos, desejar estupro a determinados tipos de mulheres: isso é Bolsonaro. E não se justifica pela tal "DEMOCRACIA ". Não há nada de democrático em compactuar com violência sexual e de gênero. Não há nenhum discurso político-ideológico que torne aceitável a violência misógina deste senhor. Qualquer homem que defenda estupro, automaticamente, faz de si mesmo um estuprador. Sim, Jair Bolsonaro, você é um estuprador. E todos que o defendem também são.
Edit: Pensamentos?
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